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Futbeol/Bastidores - ( - Atualizado )

Marin agradece a federações e clubes, mas exige que ignorem política

William Correia, enviado especial Rio de Janeiro (RJ)

Em meio às críticas e pressões que tem recebido para renunciar à presidência da CBF e ciente da disputa política que se identifica para o seu sucessor, no ano que vem, José Maria Marin fez questão de abrir a entrevista de anúncio dos convocados para a Copa das Confederações exigindo que as brigas nos bastidores sejam esquecidas. Mas o próprio dirigente não atendeu ao seu apelo.

“É tempo de seleção, não de eleição”, definiu. Mas, logo em suas primeiras palavras, Marin fez questão de enaltecer às federações estaduais, que têm maior peso na votação para presidente na CBF. “Quero agradecer aos presidentes de federações aqui representados pelo Doutor Rubens Lopes da Costa Filho.”

O dirigente citado é presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. E não foi o único a receber afagos de Marin. “Nosso sincero agradecimento aos presidentes de todos os clubes filiados pela constante colaboração na cessão dos jogadores e nas críticas construtivas”, falou o presidente, sabedor também do fato de que os 20 clubes da Série A do Brasileiro de 2014 terão direito a voto na CBF.

O clima político também ficou claro na presença de Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, vice-presidente da CBF e candidato mais cotado a ser indicado por Marin como sucessor. Del Nero fez de tudo para parecer ‘invisível’ nesta terça-feira, até para cumprir sua promessa de não falar sobre eleição na CBF até que o atual presidente a lance oficialmente.

Fernando Dantas/Gazeta Press
José Maria Marín ressaltou a importância da maior convocação da Seleção Brasileira até o momento.
O presidente da FPF não abriu boca nem sorriu durante o anúncio da empresa aérea Gol como patrocinadora da Seleção. Durante o anúncio da convocação, se escondeu das câmeras sentando na primeira fileira de cadeiras à frente dos entrevistados, como se estivesse misturado à imprensa. No fim da entrevista, subiu no palco, acenou sem alarde aos jornalistas e deu um leve tapa no braço de Marin, apressando-o discretamente para que ambos caminhassem juntos para a parte interna do salão de eventos do hotel onde ocorreu o evento, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Marin só fez jus às suas palavras de deixar a política de lado quando foi questionado sobre uma possível dúvida em relação à presença da cidade de São Paulo na Copa do Mundo. “Hoje estou preocupado com a Seleção Brasileira. Vou responder essa pergunta só na quinta-feira”, esquivou-se o dirigente, que também preside o Comitê Organizador Local do Mundial e estará na reunião da entidade nesta semana, no Rio de Janeiro.

“Nós, da Confederação Brasileira de Futebol, vamos procurar seguir o calendário, que nós dá agora, inicialmente, a Copa das Confederações e, posteriormente, a Copa do Mundo. Estamos voltados com nosso trabalho e atenção totalmente à Seleção Brasileira de futebol”, prosseguiu Marin, há pouco mais de um ano no cargo deixado por Ricardo Teixeira depois de 23 anos.

“Essa é a convocação mais importante da Seleção desde que chegamos à presidência da Confederação Brasileira de Futebol. Aproveito a oportunidade para fazer um apelo a todos: estamos todos voltados exclusivamente para o preparo da Seleção Brasileira. Com o maior respeito a todos, peço humildemente que toda nossa atenção, trabalho e preocupação sejam voltados exclusivamente para a Seleção Brasileira”, pediu Marin, que não atendeu ao próprio apelo.

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