Futebol/Copa Libertadores - ( )

Ney Franco renova guarda-roupa em fase mais importante da carreira

Tossiro Neto São Paulo (SP)

A conquista da Sul-americana elevou o status de Ney Franco. Com o primeiro título internacional e tendo levado o São Paulo de volta à Libertadores depois de dois anos, ele entrou para um seleto grupo de treinadores que consegue atravessar turbulências imune – sua última demissão foi em 2009. Junto da nova fase da carreira, veio também uma mudança pertinente de visual.

Em algumas ocasiões, geralmente as mais importantes, como clássicos ou partidas da Libertadores, ele abandona os uniformes tradicionais de comissão técnica, que muito usou na temporada passada, e adota estilo mais requintado, a exemplo dos europeus José Mourinho, André Villas-Boas e Roberto Mancini.

"Ultimamente ele tem se dedicado a uma produção muito mais elaborada. A dupla calça mais camiseta do clube é substituída por looks mais clássicos, fazendo um estilo casual elegante. E a escolha foi perfeita: blazers estruturados, camisas de listras finas em cores claras e um jeans de bom corte", avalia Lili Filtre, consultora de imagem formada pelo Instituto Marangoni, em Milão.

"Acredito que a mudança veio pelo momento que está vivendo. A visibilidade de uma Libertadores exige não só um bom desempenho profissional, como uma boa imagem pessoal", aposta Filtre, que expõe sua paixão por moda e futebol no blog Look do Dia (www.lookdodia.com.br).

O guarda-roupa renovado (com marcas como Brooksfield e Tommy Hilfiger) não tem a ver, segundo o treinador, com a condição profissional que alcançou. "Costumo variar em alguns momentos, Libertadores e Paulista... Em jogos à noite, está mais frio do que nos que são às quatro da tarde", disse, um pouco confuso. "Não sou estiloso. Não sei se 'estiloso' é a palavra. Sou despojado. Se precisar usar camiseta, eu uso. Não me preparo para jogo diferente".

O que ele admite é que, assim como os jogadores, também dá mais valor a grandes partidas. "Prefiro esse tipo de jogo do que enfrentar uma equipe de Série C ou que não tenha tradição nenhuma. Acho muito bom confronto de Libertadores. São adversários que você sempre sonha enfrentar. Num Estadual, também prefiro o Corinthians do que uma equipe do interior".

O momento, então, não poderia ser adequado a seu gosto. Em uma semana, o São Paulo tem três compromissos decisivos. A começar por esta quinta-feira, quando recebe o Atlético-MG, no Morumbi, pela ida das oitavas de final da Libertadores. No domingo, três dias antes do jogo de volta da competição sul-americana, o elegante - ou despojado - treinador comanda o time diante do Corinthians, pela semifinal do Paulista.

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