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Futebol/Campeonato Paulista - ( )

No Pacaembu, Alessandro revive rivalidade antiga com Neymar

Rodrigo Martins e Helder Júnior São Paulo (SP)

Alessandro é o titular do Corinthians com mais tempo de Parque São Jorge. Capitão nas conquistas da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes em 2012, o lateral direito que veio do Santos para tirar o maior rival do time praiano da Série B do Campeonato Brasileiro em 2007 aprendeu a lidar bem com a rivalidade nos últimos anos. Principalmente com aquela alimentada com Neymar.

Em sua quinta final de Campeonato Paulista consecutiva, o astro do Santos já tirava defensores do Corinthians do sério desde 2010, quando deu um chapéu no zagueiro Chicão (outro corintiano remanescente da campanha da Série B de 2007) com o jogo paralisado. Na ocasião, com vitória por 2 a 1 na Vila Belmiro, ele acumulou desafetos.

Um ano antes, no entanto, Alessandro havia comemorado uma vitória significativa sobre um ainda novato Neymar. Com apenas 17 anos, o atacante do Santos acabou anulado pelo volante Cristian na final do Campeonato Paulista de 2009 e viu o seu ídolo Ronaldo brilhar na Vila Belmiro para encaminhar o título do Corinthians.

Arte GE.Net
Em 2011, foi Alessandro e os demais corintianos que terminaram com o vice-campeonato. O jogador que aplicou o chapéu em Chicão – mais tarde, Ralf devolveria esse drible – marcou o gol do novo título estadual do Santos, contando com falha do goleiro Julio Cesar. Neymar foi novamente campeão em em 2012, buscando agora um tetracampeonato inédito na era profissional.

“Os números só abrilhantam ainda mais o clássico. É o quinto Paulista que disputo e a quinta final. É uma história que está ficando cada vez mais bonita. É agradável escutar isso (possibilidade de marcar época no Paulistão), ainda mais às vésperas de uma grande final. Esperamos conquistar o título”, discursou Neymar, artilheiro do Paulistão, com 12 gols marcados.

Do outro lado, Alessandro conta com a sua experiência para fazer com que Neymar fique ofuscado. Muitas vezes criticado por torcedores – foi o único corintiano a desperdiçar um pênalti na disputa com o São Paulo, nas semifinais, ao chutar a bola na trave –, o lateral direito é visto pelo técnico Tite como um dos alicerces do Corinthians.

Para Tite, Alessandro deverá estar ajustado na linha defensiva para se sobressair na marcação sobre Neymar. “A compactação é um dos grandes méritos da equipe. As linhas de marcação próximas dão pouco espaço de articulação para os adversários”, disse, sem fazer especulações sobre os pontos fracos de sua defesa. “Isso é com o Neymar e com os outros. Agora, como o Neymar vai jogar? Vai ser no 3-5-2, como penúltimo homem? Ou como na Seleção, atrás, perto do atacante? Central ou liberado para se mexer?”, questionou.

Sem dar armas para Tite ou Alessandro, Neymar avisou que fará o possível para se vingar da derrota na Copa Libertadores da América passada com uma atuação destacada – seja como penúltimo homem ou como faz na Seleção Brasileira. “Desde a primeira partida do Paulistão estamos buscamos o título. Estamos mais próximos agora, só que vamos jogar contra uma grande equipe. Vamos respeitá-los bastante, mas o nosso desejo é vencê-los”, comentou.

O tira-teima entre Neymar e Alessandro deverá ser o capítulo final da rivalidade alimentada nos últimos anos. Enquanto o jogador do Santos parece cada vez mais próximo de finalmente sacramentar a sua transferência para o futebol europeu, o do Corinthians se aproxima do fim da carreira. Aos 34 anos, mesmo sem o mesmo talento de seu adversário, já conseguiu marcar a sua história em um grande clube alvinegro – como não havia feito no litoral.

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