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Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Prefeito do Rio admite tirar nome de João Havelange do Engenhão

Rio de Janeiro (RJ)

O Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), no Rio de Janeiro, pode passar por mudança de nome futuramente. Após vereadores do municio sugerirem a troca de nome da praça esportiva, foi a vez de o prefeito Eduardo Paes admitir a possibilidade de alteração no local.

“Isso é um direito do Botafogo. Eu mudei o nome de muitas coisas no Rio de Janeiro. Mudei por questão de gosto pessoal meu. O Botafogo tem uma coisa chamada naming rights, ele pode chamar o estádio como quiser. Tudo depende da diretoria. Não vou ficar aqui mudando o nome de tudo”, explicou o político em entrevista à Rádio CBNnesta quinta-feira.

Mandatário máximo da FIfa entre 1974 e 1998, João Havelange teve seu nome envolvido em caso de corrupção na venda de direitos da Copa do Mundo. Ao lado do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e Nicolás Leóz, então presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, o dirigente recebeu propina da empresa suíça de marketing esportivo ISL. Ao todo, U$S 22 milhões (R$ 44 milhões em valores atuais) foram inseridos em contas relacionadas aos brasileiros entre 1992 e 2000.

Os vereadores Eliomar Coelho, Paulo Pinheiro e Renato Cinco, todos do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), criaram Projeto de Lei que visa à mudança do nome do estádio para João Saldanha, jornalista botafoguense e ex-treinador da Seleção Brasileira. Saldanha morreu em 12 de julho de 1990, aos 73 anos, em Roma (Itália).

“O Estádio João Havelange foi consultado pelo prefeito César Maia, que deve ter tido seus motivos para ter feito sua homenagem quando fez a arena com a cobertura quase caindo. Eu posso mexer na cobertura, não no nome”, encerrou Paes.

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