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Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Refúgio em Cotia blinda titulares e abranda crise são-paulina

Tossiro Neto Cotia (SP)

A decisão da diretoria do São Paulo de levar o elenco ao CT de Cotia teve saldo positivo até aqui. Como o grupo principal ficou completamente blindado, a promoção de jogadores da base e a chegada de modestos reforços do interior paulista bastaram para abrandar a crise pelas quedas no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores.

Exceto Jadson, um dos poucos jogadores poupados pela torcida nesta temporada, nenhum titular concedeu entrevista ao longo dos primeiros sete dias de refúgio. O meia também só falou por ocasião de sua convocação à Seleção Brasileira para a disputa da Copa das Confederações, em junho.

"A torcida tem a opinião dela e se for para ser poupado pelas (boas) atuações, tudo bem. Mas acho que todos têm parcela de culpa pelas eliminações", opinou o camisa 10, dividindo igualmente entre os jogadores a responsabilidade pela fase ruim da equipe no ano.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Clube pôs jogadores como o reintegrado Juan para conceder entrevista ao longo do período em Cotia
Além dele, o único personagem de peso a falar foi o técnico Ney Franco, que já havia respondido alguns questionamentos na sexta-feira anterior, ao lado de toda a cúpula de futebol, em demonstração de confiança dos dirigentes em seu trabalho. Os outros entrevistados foram o lateral esquerdo Juan, reintegrado, e os recém-contratados Silvinho, Roni e Caramelo.

Internamente, porém, o clima poderia ser melhor. Parte do elenco não reagiu bem ao afastamento de sete jogadores. "É claro que o ambiente fica ruim", externou o jovem lateral direito Caramelo, ainda conhecendo o novo clube. O atacante Luis Fabiano, por exemplo, após ouvir que será vendido se o clube receber boa proposta, não tem demonstrado o costumeiro bom humor nos treinos.

Outras estrelas do elenco não aparecem desde a saída da Libertadores, porém por motivos clínicos: o goleiro e capitão Rogério Ceni, o meia Paulo Henrique Ganso e o atacante Osvaldo passaram toda a semana no departamento médico, de onde o zagueiro Rhodolfo e o atacante Aloísio já saíram, iniciando fase de transição entre a preparação física e os treinos com bola.

No regime de concentração a cerca de 30 km da capital paulista, também não há cobrança de torcedores. Os poucos são-paulinos que disputam brechas dos portões do CT fazem elogios na esperança de ganhar algo em troca. "Arranja essa camisa aí, Rhodolfo. Você está jogando muito", gritou um deles, na quarta-feira. Rhodolfo é reserva e não joga desde o dia 2.

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