Futebol/Copa Libertadores - ( )

Técnico do Timão inverte substituição e não vê o mesmo resultado

Marcos Guedes, enviado especial Buenos Aires (Argentina)

Tite mostrou coragem na decisão da Copa Libertadores do ano passado. O Corinthians perdia por 1 a 0 para o Boca Juniors e sofria pressão na Bombonera, quando entrou Romarinho. O atacante substituiu o meia Danilo, empatou o jogo e tornou bem mais fácil a vida alvinegra no Pacaembu.

Neste ano, na primeira perna das oitavas de final, a situação foi parecida. O Timão se viu em dificuldade, perdendo por 1 a 0 em Buenos Aires, e o treinador viu a necessidade de trocar. E escolheu justamente Romarinho, que era o melhor jogador da equipe, para dar lugar a Alexandre Pato.

Desta vez, para usar uma palavra do repertório do próprio Tite, ele não foi iluminado. Saiu um jogador que estava bem, ficaram dois que estavam mal – Jorge Henrique e Emerson – e Pato não resolveu, o que deixou o Alvinegro em desvantagem no confronto.

“Tenho um jogador de frente que é de conclusão, que é gol, que cheira gol, o Pato. Tentei ter dois atacantes (Pato e Guerrero), com o Jorge e o Emerson pelos lados, uma equipe mais agressiva, com um poder de fogo maior. Depois da expulsão (de Ledesma), ainda tinha o Douglas chegando”, explicou.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O atacante Romarinho esteve novamente envolvido em uma substituição importante na Bombonera
Tite também não foi feliz ao apostar na escalação de Riquelme. O experiente meio-campista, limitado por uma recente contusão na coxa esquerda, ficou de fora. Ausência que, segundo o treinador do Timão, mudou as características do Boca.

“O (Carlos) Bianchi, estrategicamente, trouxe jogadores mais jovens. Não sei se o Riquelme poderia jogar, mas ele foi substituído, o Ledesma também ficou no banco. Ele botou jogadores mais intensos, velozes, e elevou o padrão de competitividade”, comentou o gaúcho.

Apesar dessa análise e da aposta de que Riquelme jogaria, Tite assegurou não ter sido surpreendido. “Eu falei isso, mas disse que nos preparamos para as duas possibilidades. Com ele, seria um losango no meio-campo. Sem ele, teve o Sánchez Niño pelo lado esquerdo. A gente se preparou para as duas possibilidades.”

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