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Bastidores - ( - Atualizado )

A um ano da Copa, Abrinq alerta para trabalho infantil nos eventos

Bianca Mascara, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Faltando exatamente um ano para o início da Copa do Mundo no Brasil, a Fundação Abrinq se reuniu para chamar a atenção sobre uma questão social importante: o trabalho infantil, que se acentua durante a realização de grandes eventos, como o mundial e as Olimpíadas, torneio que o país receberá em 2016, no Rio de Janeiro.

Nesta quarta-feira, a Fundação Abrinq lançou uma cartilha, cujo objetivo é orientar os cidadãos sobre o problema, para que a população auxilie no combate a esta prática ilícita durante a realização dos eventos esportivos no Brasil. “Queremos mostrar como as empresas, as organizações, os municípios e a pessoas podem ajudar no combate ao trabalho infantil e proteger os direito da criança e do adolescente”, explicou Denise Cesário, gerente executiva de programas e projetos da Fundação Abrinq.

A data escolhida para o lançamento é mais que especial. O dia 12 de junho, embora muito lembrado como Dia dos Namorados, é também o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. Para dar ainda maior importância à causa, a data coincidiu com a contagem regressiva para a Copa do Mundo, faltando exatamente um ano para o início do evento tão esperado e às vésperas da Copa das Confederações, torneio considerado um teste para o mundial.

Segundo as informações coletadas pela Abrinq, a exploração do trabalho infantil pode aparecer durante esses megaeventos na construção civil, com ajudantes de obras e empresas familiares que distribuem alimentos para os operários; nos transportes, com venda de produtos ou distribuição de folhetos publicitários nas proximidades de aeroportos e rodoviárias; na rede de turismo, que esta sujeita a se envolver com tráfico de drogas e exploração sexual; no comércio de rua; na indústria de confecção e também na rede de reciclagem, com a coleta de papéis, plásticos e principalmente latinhas, nas regiões de grande concentração de público.

Divulgação
Campanha chama a atenção para exploração infantil durante megaeventos no Brasil

São diversos exemplo da quebra dos direitos da criança e do adolescente, porém, dois deles causam maior preocupação durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas. “Uma das nossas maiores preocupações é o trabalho infantil urbano, como os flanelinhas, os engraxates e os vendedores ambulantes nos faróis, além, é claro, da exploração sexual e do narcotráfico”, ressaltou Cesário.

Além do lançamento da cartilha, a Fundação Abrinq vai aproveitar a data especial para divulgar a proposta na Avenida Paulista, uma das principais vias do estado de São Paulo. “Está programado um flash mob simultâneo em oito cidades brasileiras que irá demostrar as piores formas de trabalho infantil através de um esquete teatral. Nós vamos mostrar como ocorre e como combater o problema”, afirmou a gerente executiva. Na capital paulista, a manifestação será realizada no vão livre do Museu de Arte de São Paulo, o Masp, no início da tarde desta quarta.

Além do flash mob, a Fundação Abrind vai distribuir panfletos da campanha “Cartão vermelho ao trabalho infantil”, que contém informações sobre essa prática e seus prejuízos à sociedade. Junto ao panfleto, será entregue um protetor de cartão aos pedestres, que utilizam o transporte público, e uma lixeira para carros, distribuída aos motoristas que passarem pala região.

“Esperamos que a mensagem da cartilha seja disseminada para diversos setores da sociedade. Queremos a Copa do Mundo e as Olimpíadas como elementos estimuladores para que crianças se tornem futuros atletas”, finalizou Denise Cesário.

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