Comercial Expediente Contato
Acompanhe a GE.net
Futebol/Copa das Confederações - ( - Atualizado )

Calado, Bernard segue conselho do pai e surpreende veteranos do time

Helder Júnior, enviado especial Belo Horizonte (MG)

Bernard não chamou a atenção de Luiz Felipe Scolari e de seus companheiros de Seleção Brasileira somente pela “alegria nas pernas”, conforme definiu o treinador. O jeito tímido do mineiro de Belo Horizonte também surpreendeu alguns veteranos. “Falei que ele era muito calado”, contou o goleiro Júlio César, nesta segunda-feira, a dois dias do jogo contra o Uruguai, pela semifinal da Copa das Confederações.

Não era sem motivo, contudo, que o mais jovem jogador da Seleção estava quieto no convívio com os seus companheiros. A postura foi um ensinamento do pai de Bernard. “Ele me passou alguns conselhos antes de eu vir para cá. Disse que eu tinha dois ouvidos para escutar bem e uma boca para falar menos”, justificou o meia-atacante do Atlético-MG, arrancando sorrisos de Júlio César, que estava ao seu lado.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Caçula da Seleção Brasileira, Bernard já começou a se soltar um pouco mais na Copa das Confederações
Ao contrário de Bernard, o goleiro é um dos mais falantes do elenco de Felipão. “O Júlio tem uma voz muito forte dentro do grupo. Todos nós o respeitamos bastante. Tento escutar os mais experientes, como ele. Para mim, qualquer palavra é bem-vinda”, disse o meia-atacante, que se acostumou a lidar com colegas mais consagrados no seu clube.

“O Ronaldinho Gaúcho me ajudou bastante no Atlético-MG. Cresci muito com ele, ganhei confiança. É sempre um prazer jogar ao lado de pessoas assim. Fico tentando tirar o máximo que posso dessas oportunidades”, comentou Bernard, satisfeito por ter ficado com a vaga na Seleção que muita gente acreditava ser do próprio Ronaldinho.

Como o Brasil agora está concentrado em Belo Horizonte, local da semifinal com o Uruguai, o mineiro Bernard se permitiu se soltar um pouco mais nos últimos dias. O jogador de 20 anos já até passou a brincar com o sotaque nordestino de alguns companheiros, como o paraibano Hulk, depois de participar da vitória por 4 a 2 sobre a Itália.

“Atuando ou não, todo o mundo que está na Seleção Brasileira tem o pensamento positivo, querendo fazer história com o título da Copa das Confederações. Estou aqui para ajudar. Nem que seja com um incentivo. Já estou muito feliz por estar recebendo elogios do professor Felipão, que tem visto a entrega de todo o grupo”, discursou o dono de dois ouvidos e de uma boca.

Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade