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Futebol/Copa das Confederações - ( - Atualizado )

Contra estreia “horrível”, Felipão enaltece qualidade dos japoneses

Helder Júnior, enviado especial Brasília (DF)

Luiz Felipe Scolari é bastante cauteloso. A ponto de ter levado as mãos à cabeça quando um jornalista estrangeiro lhe indagou se seria uma vergonha uma eventual derrota da Seleção Brasileira para o Japão, no sábado, no Mané Garrincha. “Não acho nada disso. Vamos jogar uma partida de futebol, e o melhor vencerá. O Japão não tem qualidade? Tem”, perguntou e respondeu.

Felipão sabe, no entanto, que a vitória na estreia da Copa das Confederações é essencial para a Seleção Brasileira. “É horrível jogar em casa e perder o primeiro jogo. Fica um ambiente difícil de administrar, com torcida, imprensa...”, reconheceu, lembrando que já vivenciou essa experiência.

Na Eurocopa de 2004, quando dirigia a seleção de Portugal, Felipão iniciou a campanha como anfitrião do torneio com derrota por 2 a 1 para a Grécia – mesmo algoz da decisão. “Perdemos aquele jogo no Porto e foi horrível, apesar de termos nos classificado com duas vitórias depois”, recordou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Felipão fica informado quando ouve alguma suspeita sobre a qualidade do futebol japonês
Para evitar um novo cenário horripilante, portanto, todo o cuidado é pouco para Felipão. “O Japão é o primeiro time que se classificou para o Mundial através das Eliminatórias. Se não tivesse poderio, ainda estaria buscando a sua vaga. Então, alguma qualidade eles devem ter”, reforçou, sem se esquecer de citais rivais mais tradicionais na disputa pelo título da Copa das Confederações.

“Além do Japão, que vem crescendo, temos aqui Itália, Espanha e Uruguai, todos campeões mundiais. Nós também somos e contamos com um grande time, capacitado a vencer, mas devemos saber que existem outros com essa condição”, respeitou Felipão.

Um difícil 4 a 0
O último encontro entre Brasil e Japão não serve para referendar o discurso de Luiz Felipe Scolari. Ainda comandada por Mano Menezes, a Seleção goleou o time asiático por 4 a 0, em outubro do ano passado, com dois gols do atacante Neymar, um do volante Paulinho e outro do meia Kaká.

Mas Felipão não se deu por vencido: “Os meus jogadores que participaram daquela partida com o Japão falaram que enfrentaram muitas dificuldades até o Brasil marcar o seu primeiro gol”.

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