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Futebol/Copa das Confederações - ( )

Contra relação fria com torcida, Felipão critica imposições da Fifa

Fortaleza (CE)

Luiz Felipe Scolari está insatisfeito com a organização da Copa das Confederações. O treinador da Seleção Brasileira se mostrou irritado com as críticas feitas aos treinos fechados do Brasil e revelou que a culpa não deve ser dirigida a ele e sim à Fifa, responsável por impor regras que impedem a presença de público e limitam o tempo de cobertura da imprensa.

“Não é verdade que fechamos os treinos porque queremos. A Fifa exige isso. O técnico não decide isso sempre. É a Fifa que proíbe que seja aberto”, reclamou Felipão ao SporTV antes de revelar um pedido do goleiro Julio Cesar para aproximar o Brasil dos brasileiros: “O Julio também quer que tirem o filme do ônibus, porque o povo não pode ver a Seleção passando nas ruas”.

As críticas do comandante, porém, não ficam restritas à entidade máxima do futebol. Scolari lembra que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não conseguiu aprontar as instalações após anunciar a reforma da Granja Komary. Segundo o técnico, a falta de um ‘lar’ não permite que jogadores e comissão técnica tenham privacidade para ajustar detalhes da equipe.

“Falta uma casa, mas o presidente (José Maria) Marin se comprometeu. A Granja não existe mais, agora é reconstrução até o início de março. Lá é nossa casa, podemos fazer o treino de manhã, de tarde, fechar para a imprensa e fazer algumas cobranças que o treinador não pode ser gentil, tem que mandar para o inferno mesmo”, afirmou.

Nesta segunda-feira, a CBF conseguiu negociar com a Fifa e permitiu que os torcedores cearenses assistissem ao treino da Seleção no estádio Presidente Vargas por alguns minutos. A festa dos jogadores com a torcida não foi como o esperado, já que não foi permitido que os atletas atirassem as camisas para presentear o público para evitar tumultos e acidentes.

“O grande problema é que a Copa é aqui, olhando nesse sentido. O Lucas perguntou se podia atirar uma camisa para a torcida e eu disse que não. E se gera uma confusão? Se alguém cai, se machuca, teríamos que responder a várias coisas, porque abriram uma exceção para nós”, lamentou.

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