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Futebol/Copa das Confederações - ( - Atualizado )

David Luiz quebra silêncio da Seleção sobre protestos e mostra apoio

Helder Júnior, enviado especial Fortaleza (CE)

David Luiz não pode ir às ruas. Afinal, o zagueiro do Chelsea está concentrado com a Seleção Brasileira para a disputa da Copa das Confederações. Mas ele foi o primeiro dos comandados do técnico Luiz Felipe Scolari a falar abertamente sobre a onda de manifestações no País, que se iniciou com a revolta com o aumento de tarifas de transporte público.

“Sou brasileiro. Vivo fora daqui (na Inglaterra), mas amo o meu País. Sempre espero que o Brasil possa ser melhor. Sou a favor de manifestações pacíficas. O cidadão tem o direito de manifestar a sua opinião, e o Brasil tem todas as condições do mundo de cada vez mais se igualar aos outros em educação e saúde. Basta estarmos unidos. Espero que exista um consenso para chegarmos a um País melhor”, discursou David Luiz.

Antes de o defensor se posicionar, Felipão e o restante dos atletas apenas desconversavam sobre a situação política do Brasil. Advertiam que concediam entrevistas para falar sobre futebol, e não sobre outros assuntos. O lateral esquerdo Marcelo chegou a dar de ombros para os protestos. “Posso dizer por mim, não pelos outros. Tenho a minha opinião: sou a favor das manifestações pacíficas”, enfatizou David Luiz.

Djalma Vassão/Gazeta Press
David Luiz foi o primeiro jogador do Brasil a dar a cara à tapa para defender a onda de protestos
O discurso do zagueiro, um dos líderes da Seleção Brasileira, já contagiou um colega de elenco. O atacante paraibano Hulk ouviu a entrevista de David Luiz, concordou com acenos de cabeça e, mais tarde, também apoiou: “Por eu ter uma origem humilde, os protestos mexem comigo. Os manifestantes têm total razão. O que eles querem faz sentido. A gente sabe que o que está acontecendo é verdade, que o Brasil precisa melhorar em muitas coisas. Temos que dar ouvidos ao manifesto das pessoas”.

Apesar da mudança de postura dos atletas, David Luiz não chega ao ponto de acreditar que a crise política tenha interferência dentro de campo, na Copa das Confederações. “Independentemente disso, a gente já vem lutando pelo Brasil há muito tempo. Somos profissionais e amamos o nosso País”, bradou o engajado zagueiro.

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