Comercial Expediente Contato
Acompanhe a GE.net
Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Em casa no Canindé, Diogo pensa grande e busca recomeço

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Diogo precisou de seis partidas para balançar as redes pela primeira vez em sua segunda passagem pela Portuguesa. O carinho recíproco entre torcida e jogador – e a sorte dos goleiros adversários - aumentou as expectativas pelo gol que marcaria definitivamente o retorno do camisa 7 ao Canindé. Mas a bola finalmente entrou.

Sobrou para o Fluminense. O goleiro Ricardo Berna bem que tentou se juntar a Muriel, do Internacional, e o corintiano Cássio, mas a noite da última quarta-feira já tinha dono. Quando a bola viajou na área tricolor, Diogo disparou entre os zagueiros cariocas, saltou com liberdade e testou de forma certeira para explodir as arquibancadas da casa que deixou em 2008.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Em 2007, ano em que a Lusa conquistou o acesso no Paulista e no Brasileirão, Diogo foi revelado pelo time rubro-verde

E as ambições do atacante de 26 anos não estão restritas a voltar a ser artilheiro da Rubro-Verde. Ciente das limitações da equipe treinada por Edson Pimenta, Diogo não quer ouvir dos companheiros discursos pessimistas, de briga contra o rebaixamento. A intenção é devolver a honra e o orgulho a cada fanático pela Lusa.

GazetaEsportiva.net – De volta depois de cinco anos, já deu tempo para se adaptar ao ambiente da Portuguesa?
Diogo -
Fiquei muito contente por ter retornado à Lusa, pena que fiquei muito tempo parado por não ter dado tempo de ser inscrito no Campeonato Paulista. Eu estava sem jogar há alguns meses e não consegui pegar ritmo de jogo antes de começar o Campeonato Brasileiro.

GazetaEsportiva.net - Você era apontado como promessa, se tornou ídolo e agora retornou. O carinho da torcida é o mesmo?
Diogo - A torcida, desde que eu voltei, tem me tratado muito bem, é paixão. A gente fica chateado por algumas situações, pelas cobranças, mas isso é normal. Eles estão magoados pela Lusa ter disputado a Série A2 do Paulista, por ficar subindo e caindo no Brasileirão. De repente é frustração do passado depois de ver tantos elencos bons. A gente entende, mas o importante que a gente vá junto com a torcida nessa caminhada do Campeonato Brasileiro. Vai ser difícil vir aqui no Canindé e ganhar da gente.

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Já em 2008, Diogo teve a ascensão interrompida por uma fratura no tornozelo no Campeonato Paulista

GazetaEsportiva.net – Qual foi a sensação ao marcar seu primeiro gol no retorno ao clube?
Diogo - Senti muita alegria. Já vinha contra o Inter esbarrando no Muriel, contra o Corinthians esbarrando no Cássio e agora tive a felicidade de fazer o gol. O interessante é que todos os lances foram de cabeça. Fiquei contente e aliviado com o gol e com a vitória. Vínhamos fazendo grandes jogos, mas não tínhamos vencido ainda.

GazetaEsportiva.net – Depois de tanto tempo sem jogar, a parte física já está 100%? Falta ritmo de jogo?
Diogo - Acredito que no ritmo de jogo já estou melhorando. E esta parada (para a disputa da Copa das Confederações) será boa, porque pegamos jogos um em cima do outro. Fiquei quase oito meses sem disputar uma partida inteira e é muito difícil em um campeonato como o Brasileirão voltar sem ritmo. Vai ser bom para dar uma recuperada no fôlego. Contra Inter e Corinthians a gente correu muito e contra o Fluminense acabamos sentindo muito, caímos de rendimento no final.

Djalma Vassão/Gazeta Press
O retorno da grave lesão aconteceu em grande estilo e a fama do atacante decolou até o futebol europeu

GazetaEsportiva.net - Quais são os objetivos da Portuguesa na Série A?
Diogo - Nosso objetivo é fazer um grande campeonato. É difícil falar o que vai acontecer no Brasileirão. Contra o Náutico deixamos a vitória escapar nos últimos minutos. Contra o Inter quase viramos e contra o Corinthians quase ganhamos no Pacaembu. Não dá para prever. Só sei que temos que pensar grande, não pensar em rebaixamento. O jogador tem que pensar grande. A gente vai ser esforçar para colocar a Lusa em uma situação boa no campeonato, mas não podemos iludir a torcida e dizer que somos candidatos a título. Tem equipe melhor na frente, tanto como elenco quanto em estrutura.

GazetaEsportiva.net – O grupo já esqueceu a eliminação em casa, ao empatar em 1 a 1, na Copa do Brasil para o Naviraiense-MS?
Diogo - Conseguimos esquecer rápido, até. O que pesou mais naquela desclassificação foi o jogo do Campeonato Paulista, que tivemos uma derrota muito pesada para o Comercial por 7 a 0 alguns dias antes que abalou muito o grupo. Doeu mais a goleada do que a eliminação para o Naviaraiense. Poderíamos jogar mais dez jogos que não perderíamos mais deles. Mas é passado. Depois ainda ganhamos do Comercial e conseguimos o título da A2.

AFP
Diogo encantou a torcida do Olympiacos na primeira temporada, mas voltou a sofrer com lesões

GazetaEsportiva.net – Este era realmente o momento para retornar à Portuguesa? Pretende voltar à Europa para tentar a sorte mais uma vez?
Diogo – Depois de sair do Santos eu voltei para o Olympiacos, joguei alguns jogos por lá, mas era o momento de voltar mesmo. E escolhi a Portuguesa porque é minha casa, as pessoas me tratam muito bem. É hora de pegar confiança. Meu pensamento é a Lusa, mas no futebol não dá para prever o que vai acontecer. Estou focado aqui, depois vamos ver para frente o que acontece.

GazetaEsportiva.net - Você chegou a ser convocado em 2007 para a Seleção Olímpica comandada por Dunga. Ainda sonha em atuar pela Seleção Brasileira principal?
Diogo - Com certeza. É claro que é uma coisa difícil, tem muitos jogadores, a cada dia surge um novo talento. Meu maior sonho é voltar a fazer um campeonato bom, já estou feliz pelo início, principalmente por ter ficado tanto tempo parado. Agora é dar sequência para quem sabe um dia voltar.

Fernando Dantas/Gazeta Press
De volta ao Canindé, Diogo quer conduzir a Portuguesa a uma posição honrosa no Campeonato Brasileiro

Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade