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Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Herdeira do goleiro Barbosa sugere pensamento positivo a Júlio César

William Correia Praia Grande (SP)

A primeira final da história do Maracanã ficou marcada para um goleiro brasileiro. O chute de Ghiggia, que definiu o título do Uruguai na Copa do Mundo de 1950, transformou Barbosa em vilão e traumatizou a nação. Neste domingo, às 19h, a Seleção Brasileira estará de novo disputando uma taça na primeira decisão do novo estádio, construído no mesmo local do antigo. Antes do duelo contra a Espanha, a herdeira do já falecido Barbosa torce pela sorte de Júlio César na partida e também no Mundial do ano que vem.

Sem filhos, Barbosa morreu em 2000, vítima de uma parada cardiorrespiratória seguida de insuficiência hepática, e deixou sua herança, sem grandes somas financeiras, para Tereza Borba, responsável por cuidar dele em seus últimos oito anos de vida. E ela, que era tratada e se sente como “filha do coração”, receita pensamento positivo ao camisa 12 de Luiz Felipe Scolari diante da Espanha.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Tereza recorda com carinho de Barbosa e demonstra otimismo em relação a Júlio César

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“Tem que ficar tranquilo, respirar muito e pensar em coisa boa. O que resta ao Júlio César é só pensamento positivo”, comentou Tereza Borba à Gazeta Esportiva.net, ciente do que sofreu Barbosa por ter que explicar até o fim da sua vida o que ocorreu naquela decisão de 16 de julho de 1950.

“O Brasil já perdeu muitas vezes depois de 1950 e ninguém foi crucificado como o Barbosa. Ele foi o único, talvez porque foi a primeira Copa no Brasil. Está se repetindo agora e é o Júlio César que está lá. Mas torço muito para que não aconteça nada igual. Torço muito, muito, muito”, completou.

Júlio César foi um dos que tiveram falhas decisivas em fracassos brasileiros nos Mundiais. No jogo que eliminou a Seleção da última Copa do Mundo, há três anos, o goleiro errou na saída de bola do gol de empate da Holanda, que, como o Uruguai em 1950, venceu de virada por 2 a 1, mas nas quartas de final.

“Mas o Júlio César é um baita de um goleiro”, defendeu Tereza. “Eu estava meio cabreira com a Espanha, mas acredito no Júlio César. Ele tem autoconfiança sem ter salto alto. E o Barbosa falava: o salto alto faz até o melhor jogador perder”, indicou.

Acervo/Gazeta Press
Ainda que firme em boa parte do jogo, Barbosa acabou sendo crucificado pela derrota em 1950
Mesmo que sua torcida não seja suficiente para evitar um novo Maracanazo, Tereza acredita que o peso de uma falha pode não ser tão grande como foi com Barbosa por conta do momento político do País. “Não sei o que pode acontecer. Mas como o pessoal está se manifestando dizendo que não quer Copa nem estádio...”, ponderou.

A herdeira de Barbosa, no entanto, está confiante. “Nesse time, ninguém tem salto alto. O Neymar tem simplicidade, ginga, malandragem e jeito moleque. O Paulinho é o cara no lugar certo e na hora certa. E sou apaixonada pelo Felipão, apesar de eu não ser palmeirense. Amo o Felipão em qualquer time ou país em que estiver”, disse a corintiana. “A turma está junta e misturada. É o que o Brasil precisava, e por isso vai ganhar.”

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