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Futebol/Copa das Confederações - ( )

Hoje desafetos, Ronaldo e Romário deram show juntos em 1º título

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

As desavenças atuais entre Ronaldo e Romário em nada lembram a parceria fulminante formada pelos ex-atacantes no primeiro título do Brasil na Copa das Confederações. Em 1997, bem antes de se tornarem desafetos, os dois comandaram um show na decisão contra a Austrália, que terminou com a vitória por 6 a 0 da Seleção.

Sob o comando de Mário Jorge Lobo Zagallo, o Fenômeno e o Baixinho marcaram três vezes cada um, assegurando o placar mais elástico dentre todas as finais da história do torneio. Os gols diante dos australianos ainda garantiram a Romário a artilharia da competição, com sete.

A partida decisiva foi disputada em 21 de dezembro de 1997, justamente no mesmo dia da final do Campeonato Brasileiro, que terminou com o título do Vasco depois de empate por 0 a 0 contra o Palmeiras. A edição do dia seguinte do jornal A Gazeta Esportiva deu ênfase à dupla formada pelos atacantes.

“Ronaldinho 3 x 3 Romário. No duelo da dupla Ro-Ro, o Brasil goleou ontem à tarde a Austrália por 6 a 0, em Riad, e conquistou pela primeira vez o título da Copa das Confederações, na Arábia Saudita. Cada Ro marcou três gols. Em uma apresentação perfeita do Brasil, a única nota negativa foi a expulsão do australiano Mark Viduka”, relatou o jornal.

Reprodução/A Gazeta Esportiva
Edição do jornal A Gazeta Esportiva dividiu a capa com os títulos do Brasil e do Vasco
O Fenômeno ainda foi escolhido por A Gazeta Esportiva como o principal jogador da partida, recebendo nota 9, enquanto Romário levou 8, assim como Denílson e Juninho Paulista. Com o título inédito, a expectativa era de que a dupla Ro-Ro fosse repetida na Copa do Mundo do ano seguinte, mas o Baixinho acabou cortado do torneio na França por conta de lesão, reclamando da decisão da comissão técnica.

O brilho da dupla ficou guardado então para o título de 1997, já que, atualmente, os dois não se entendem. Enquanto Ronaldo faz parte do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, Romário é justamente um crítico feroz dos gastos nos grandes eventos esportivos sediados pelo Brasil.

Depois de críticas do deputado federal, o Fenômeno sugeriu que o Baixinho pode estar se aproveitando das manifestações populares para aparecer. A declaração rendeu até uma carta aberta como resposta de Romário, que fez novas críticas ao novo desafeto, mostrando que a discussão pode estar longe de terminar.

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