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Futebol/Copa das Confederações - ( - Atualizado )

Júlio César tira troféu de Neymar com postura misteriosa em pênalti

Helder Júnior, enviado especial Belo Horizonte (MG)

Júlio César saiu do Mineirão bastante orgulhoso com o troféu que carregava – em todas as partidas anteriores da Seleção Brasileira na Copa das Confederações, aquele prêmio de melhor em campo havia ficado com ao atacante Neymar, astro do time. “Tirei dele, não é? Mas o mais importante foi a vitória do Brasil e a classificação para a final”, disse o goleiro, misterioso ao falar sobre o seu feito na vitória por 2 a 1 diante do Uruguai, nesta quarta-feira.

No início da partida, Júlio César foi colocado à prova com um pênalti cometido pelo zagueiro David Luiz no capitão uruguaio Diego Lugano. Desconcentrou o cobrador Diego Forlán com algumas palavras e um olhar fixo e saltou no canto para defender a cobrança e ser ovacionado pela torcida. “Falei umas coisas para o Forlán, mas isso fica entre nós dois”, sorriu, cheio de suspense.

O goleiro também não quis esmiuçar a sua estratégia para defender penalidades. Questionado se estudou o modo de Forlán chutar, ele deu mais um passo para trás: “Isso é uma particularidade minha. Não gosto de ficar falando. Desculpem”.

O certo é que a tática misteriosa de Júlio César deu certo. Graças à defesa do pênalti, a Seleção Brasileira ganhou um pouco mais de tranquilidade para abrir o placar com um gol do centroavante Fred, no final do primeiro tempo. “Só pensei em defender a cobrança, em fazer o meu trabalho em um momento importante dentro da partida. Um gol do Uruguai àquela altura nos complicaria”, comentou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Melhor jogador em campo, Júlio César deu um abraço em Neymar para comemorar a classificação
Curiosamente, Júlio César havia lamentado (em tom de brincadeira) o fato de a arbitragem não ter assinalado um pênalti para a Itália no compromisso anterior da Seleção Brasileira. Segundo ele, seria a chance de coroar o seu retorno ao time nacional após a marcante falha contra a Holanda, na Copa do Mundo de 2010. “Falei apenas que, se tivesse pênalti contra a Itália, eu teria uma oportunidade de agarrar. Mas a gente saiu no lucro sem o pênalti, pois o Luiz Eduardo seria expulso naquele lance”, recordou.

Quem realmente está no lucro é Júlio César. “Essa reviravolta na minha carreira é como um filme. Passei por um momento complicado, mas nunca deixei de acreditar no meu potencial. Hoje, estou novamente com o meu espaço na Seleção Brasileira”, comemorou, segurando firme o seu troféu de melhor jogador da semifinal com o Uruguai.

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