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Futebol/Copa das Confederações - ( - Atualizado )

Policiais já se preparam para confrontar manifestantes em Fortaleza

Helder Júnior, enviado especial Fortaleza (CE)

“Corre porque o bicho vai pegar daqui a pouco.” O conselho é de um sorridente policial que observa a manifestação (“contra tudo”, conforme informava o cartaz de uma garota) feita a cerca de dois quilômetros do Castelão, onde a Seleção Brasileira enfrentará o México às 16 horas (de Brasília) desta quarta-feira, pela Copa das Confederações.

Os policiais tinham ordens de manter o protesto longe da arena a qualquer custo. Com gritos de guerra por melhorias em educação, saúde e transporte e contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, no entanto, os centenas de manifestantes prometiam transpor o cerco ainda antes das 13 horas. E já pediam, com berros: “Sem violência!”.

Alguns metros à frente, o Batalhão de Choque de Fortaleza já preparava escudos e armamento para conter o avanço da manifestação com o uso de violência. O clima era de bastante tensão, deixando assustados alguns torcedores com ingressos para o jogo do Brasil em mãos. “Agora, não dá para vocês passarem por aqui. Ninguém passa”, avisou um policial.

Como já era difícil até para um mero torcedor chegar a pé ao estádio, mais complicado ainda quando se tratavam de táxis ou automóveis comuns. A barreira imposta pelos policiais e o acúmulo de manifestantes obrigaram a imprensa credenciada e o público a caminharem dois quilômetros sob o sol escaldante de Fortaleza para ter acesso ao Castelão.

No longo e tenso caminho, era possível avistar as barracas colocadas pela Fifa para comercializar bebidas. “Mas ninguém tem água, refrigerante, cerveja, nada. Pode colocar aí que está faltando tudo para a gente vender”, reclamou uma trabalhadora. Com isso, quem lucravam eram os pequenos bares da região.

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