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Futebol/Amistoso - ( - Atualizado )

Preparado para vaias, Luiz Gustavo não inventa e se sente aplaudido

William Correia, enviado especial Porto Alegre (RS)

Em um primeiro tempo de intenso apoio dos torcedores na Arena do Grêmio, Luiz Gustavo foi uma exceção não por seu desempenho, eficiente nos desarmes, mas por ouvir vaias a cada toque na bola. Mas o volante já estava preparado pelas cobranças por ocupar a posição que seria de Fernando, querido pelos gremistas.

“Eu sabia que seria uma situação bem delicada para mim. Procurei me preparar psicologicamente e fazer o mais simples, porque já valeria muito”, comentou o meio-campista do Bayern, que minimizou a ação de quem o vaiou, mas viu uma volta por cima ao ter roubado a bola do primeiro gol da vitória por 3 a 0 sobre a França.

“Não foi vaia, vaia mesmo, foi só um ruído. E fui aplaudido quando fui substituído”, disse o jogador, trocado por Hernanes, autor do segundo gol da Seleção. “Procurei errar o menos possível, fazer simplesmente o que poderia para ajudar os meus companheiros e tive a oportunidade de roubar a bola do primeiro gol.”

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Luiz Gustavo estava preparado para enfrentar a desconfiança da torcida gaúcha
O lance decisivo que Luiz Gustavo cita como trunfo foi bastante contestado pelos franceses, que viram falta do brasileiro, mas o benefício foi bastante comemorado. “Com certeza iam cobrar a entrada do Fernando, até porque é um moleque muito bom e é jogador do Grêmio, mas no final deu tudo certo. Foi tudo positivamente bem.”

Sem muita fama no país em que nasceu, o brasileiro se esforçou em todas as suas entrevistas para não aumentar a dimensão das vaias que recebeu, a ponto de falar que ser simples é sempre sua função. “Procurei não inventar até mesmo porque, na minha posição, não posso fazer isso.”

Assim, Luiz Gustavo acredita que o que era cobrança virou unidade. “A torcida apoiou da melhor forma e cobrou quando tinha que cobrar. Eles se comportaram muito bem. Ficou um placar positivo”, definiu o volante.

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