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Futebol - ( - Atualizado )

Manifestantes vão a prédio nos Jardins pedir saída de Marin da CBF

Marcos Guedes São Paulo (SP)

A mobilização ficou longe da esperada, mas membros da Frente Nacional dos Torcedores (FTN) cumpriram a promessa de protestar contra José Maria Marin na tarde deste sábado. Cerca de 40 manifestantes se reuniram no Masp, na Avenida Paulista, e caminharam até um prédio na região dos Jardins, onde, segundo eles, mora o presidente da Confederação Brasileira de Futebol.

“Você, que mora aqui, neste nobre bairro da elite paulistana, saiba que é vizinho de um cleptomaníaco, de um ladrão de medalhas. Se fosse favelado, ele seria comum. Como é rico, Marin é presidente da CBF”, disse ao megafone João Hermínio Marques, que se apresenta como presidente do movimento.

Entre gritos de “ditador” e outros impublicáveis, o grupo chamou Marin repetidas vezes de “assassino”, apontando a ligação do cartola com a ditadura militar e atribuindo a ele a morte do jornalista Vladimir Herzog. Na rua, no asfalto em frente ao prédio da manifestação, foram pichadas inscrições como “tu vais cair, ladrão”.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Manifestantes exibem faixas e fazem barulho na frente do prédio em que, segundo eles, mora Marin
O protesto se estendeu a Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista, aliado do dirigente máximo da CBF e seu vice-presidente. “Ninguém quer Del Nero”, comandou Marques, antes de bolar uma rima e organizar o coro. “Ê, ê, ê, ê, ê, o futebol paulista não precisa de você. Fora, Del Nero!”

O presidente do FTN citou várias vezes o nome de Sócrates, que, segundo ele, “morreu pedindo que isso fosse feito”. E se recusou a apontar o nome que colocaria no lugar de Marin. “Não interessam os nomes porque não é um problema só de nomes. É um problema estrutural”, afirmou.

Depois de caminhar ocupando duas faixas da Avenida Paulista, ganhar o apoio de alguns motoristas e entoar seus cânticos na porta do prédio, o grupo encerrou a sua manifestação prometendo seguir na luta. “A gente teve problema com a mobilização, mas viemos até a casa dele. O próximo vai ser maior”, avisou João Hermínio Marques.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O protesto começou na Avenida Paulista, e algumas faixas do trânsito chegaram a ser fechadas

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