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Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Scolari pede que País pare de ser coitadinho e aceite obra atrasada

William Correia, enviado especial Porto Alegre (RS)

Com a conivência do presidente da CBF, José Maria Marin, Luiz Felipe Scolari passou a adotar um discurso de valorização do Brasil que se fortalece cada vez mais desde a convocação para a Copa das Confederações. E o teor não se limita à Seleção Brasileira. O técnico pede até que não se divulguem tanto as informações de obras atrasadas para passar uma boa impressão aos estrangeiros.

“Não vale a pena ficar falando que ainda não ficou pronta tal estrada. Nos outros países, não é essa beleza toda que pintam. É muito bonitinho, mas não é essa beleza toda”, indicou o treinador, que bufou seguidamente para mostrar sua contrariedade à descrença de parte da população com o poder público.

“Passamos a imagem de coitadinhos, de que está tudo errado, de que somos ruins, ruins, ruins. Mas os outros Mundiais não tiveram problemas?”, falou o técnico, que enfrentará a França em amistoso neste domingo em Porto Alegre, mas não no estádio escolhido pela cidade para a Copa do Mundo do ano que vem porque o Beira-Rio ainda não está pronto.

Rafael Ribeiro/CBF
Treinador pede que parem de citar as estradas que faltam no País, por exemplo, para uma boa imagem internacional
O apelo de Scolari é próximo a um pedido de conformismo com os erros e que se ressaltem as qualidades brasileiras. “Vai ter um ou outro problema sempre, mas não precisamos passar aos europeus e outros continentes que temos problemas. Precisamos passar um pouquinho da imagem de que somos bons.”

As afirmações de Felipão cabem bem na política do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo. Até mesmo um dos patrocinadores do torneio tem veiculado campanhas publicitárias de que o Mundial será benéfico e um sucesso, apesar das seguidas críticas feitas pela Fifa desde a escolha do País como sede há seis anos.

“Não somos coitadinhos. Somos um país no qual todos querem vir, ficar e investir, com uma moeda muito respeitada. Temos muita representatividade, sim. Há pouco tempo, estive na Europa com pessoas envolvidas no futebol e falaram que todos querem trabalhar no Brasil”, prosseguiu Scolari.

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