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Futebol/Amistoso - ( - Atualizado )

Terceira maior renda do Brasil vaia Felipão e Neymar, mas grita olé

William Correia, enviado especial Porto Alegre (RS)

Luiz Felipe Scolari dizia ter certeza de casa cheia e torcida única apoiando a Seleção Brasileira. E os presentes na Arena do Grêmio cumpriram a expectativa durante boa parte da vitória por 3 a 0 sobre a França, apesar de ter vaiado o próprio técnico e Neymar. E a presença foi histórica.

Os 51.643 pagantes não preencheram os 60 mil lugares à disposição no estádio, mas geraram uma renda de R$ 6.833.515,00. Na história do futebol brasileiro, o valor só é superado pelos R$ 8.615.730,00 que renderam no amistoso contra a Inglaterra, na semana passada, e pelos R$ 6.948.710,00 gerados no 0 a 0 entre Santos e Flamengo no último dia 26 de maio no Mané Garrincha, estádio que receberá a estreia do Brasil na Copa das Confederações, no sábado, contra o Japão.

Independentemente do valor financeiro, o que Felipão queria era que a torcida aproveitasse a estrutura do estádio para intimidar a França com apoio intenso. E o gaúcho foi saudado por seus conterrâneos quando entrou em campo. “Eu esperava essa recepção”, sorriu o técnico.

Antes do jogo, a ajuda ao time foi exposta com os torcedores cantando todo o hino brasileiro, mesmo a parte que não foi executada pelo sistema de som. Antes, os franceses já tinham sofrido: o time foi vaiado ao se aquecer no gramado e seus torcedores tinham qualquer grito abafado pelo resto do estádio.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Gremistas e colorados assistiram juntos à vitória da Seleção Brasileira por 3 a 0 sobre a França
Apesar de algumas manifestações em prol do Grêmio, anfitrião do estádio, a torcida que tinha representantes de diversos clubes do Brasil, inclusive do arquirrival Inter, optou por entoar “Brasil” seguidamente, principalmente no primeiro tempo, com o auxílio do barulho de bastões de ar verdes distribuídos por organizadores do amistoso.

O primeiro tempo também teve intensa manifestação de auxílio a quem estava em campo. Os aplausos apareciam mesmo em passes errados e chutes sem direção. Só a paciência que não durou tanto para alguns, que vaiaram no intervalo pela pouca produtividade ofensiva da equipe. Mas a maioria aplaudiu.

O clubismo que Scolari não queria apareceu desde os minutos iniciais, com pedidos pela entrada de Fernando, volante do Grêmio. Luiz Gustavo, que teoricamente estava no seu lugar entre os titulares, ouvia algumas vaias a cada toque na bola. No segundo tempo, Lucas também foi pedido.

Mas, antes da entrada dos reservas, a torcida foi à loucura com o gol de Oscar, aos oito minutos do segundo tempo. Na sequência, porém, Felipão começou a desagradar. Mesmo colocando exatamente Fernando e Lucas, sacou Oscar, o que motivou vaias mais fáceis de serem ouvidas. O fato de o meia ter passado pelo Colorado também o tornou alvo de parte das vaias.

A festa apareceu de novo com os gols de Hernanes e Lucas. Entre eles, houve até um grito por Felipão, mas quem olhava a geral do estádio não se confundia: os cânticos eram em direção a um humorista que se vestia como o treinador.

O técnico da Seleção Brasileira, na verdade, recebeu vaias de novo ao sacar Neymar. E o maior astro também foi criticado não só com gritos, mas também nos comentários de torcedores que deixavam o estádio. A maioria, contudo, gritou “olé” com a confirmação do 3 a 0, na última manifestação da torcida em um jogo antes da estreia na Copa das Confederações.

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