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Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Time vê desrespeito, mas Felipão desafia Europa a vencer como Brasil

William Correia, enviado especial Porto Alegre (RS)

Escolhidos pela CBF para dar entrevista coletiva neste sábado, Thiago Silva, zagueiro do francês Paris Saint-Germain, e Oscar, meia do inglês Chelsea, constataram que falta respeito dos europeus ao Brasil. Luiz Felipe Scolari não discordou de seus comandados e até usou o discurso deles para fazer um desafio: que os times do Velho Continente provem que são superiores sendo tão campeões quanto a Seleção.

“Podem dizer que não respeitam, mas vão ter que apresentar uma coisa melhor. Desde 2002, ganhamos todas as Copas das Confederações. Eles vão ter que apresentar coisa melhor para dizer que são melhores que nós”, disse Felipão, repetindo seguidamente que o País é recordista em títulos na Copa do Mundo (cinco) e na Copa das Confederações (três).

Mas o histórico não tem pesado na avaliação do Brasil, segundo quem vive na Europa. “Perdemos a Copa do Mundo, não tivemos outras competições para mostrar nosso valor e eles estão vendo Espanha bem, Alemanha bem. Pensam que estão acima”, constatou Oscar, bem mais político do que Thiago Silva.

“As pessoas da Europa não respeitam muito o povo brasileiro. Tive uma briga recentemente com um jogador por falar mal do futebol brasileiro”, falou o zagueiro, lembrando da discussão com o zagueiro inglês Joey Barton, da Olympique de Marselha. “A camisa da Seleção precisa de muito respeito, precisam pensar antes de falar mal. É a equipe com mais títulos na história”, prosseguiu.

A fala do capitão combina com a de Scolari, que concorda em partes com o argumento de que, indo para a Europa, o brasileiro evolui. O treinador citou que diversas vezes fez pedidos táticos a Neymar que o atacante dizia ouvir repetidamente também de Muricy Ramalho quando ambos estavam no Santos.

Jefferson Bernardes/VIPCOMM
Capitão, Thiago Silva se mostrou irritado com desrespeito ao Brasil e Felipão comprou a briga
“O jogo na Europa é mais tático, enquanto na América do Sul somos um pouco mais técnicos e de improvisação. Vale jogar na Europa para que tragam de lá uma parte técnico bem evoluída, pois já temos a parte técnico e isso ajuda a vencer o jogo mais facilmente. Mas não são só os estrangeiros que são taticamente organizados”, reclamou.

Como argumento, Felipão citou as conquistas das Copa do Mundo de 1994 e de 2002 com times bem posicionados taticamente. Até foi interrompido em sua entrevista por Carlos Alberto Parreira, técnico em 1994 e hoje coordenador técnico. “Na Copa de 1970, com o Zagallo, pela primeira uma seleção marcou do meio para trás, e dali para frente todos fazem isso. E fomos campeões como o time que mais fez gols e menos tomou. Era um time defensivo?”, indagou Parreira.

Irritado com o assunto, Scolari manteve o tom desafiador durante toda a sua entrevista. “O Tite foi campeão (mundial) no ano passado, o Cuca faz um belo trabalho, e tem o Muricy, o Ney Franco no São Paulo... Apenas na nossa cultura que pensamos um pouquinho diferente. Mas, se taticamente formos bem organizados, seremos muito bom. Que a minha equipe apresente alguma evolução tática e que todos vejam uma estrutura dorsal muito bem definida que faça com que os adversários tenham receio”, definiu.

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