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Futebol/Recopa Sul-americana - ( )

Aloísio discorda de Ney e divide culpa, mas pede "vergonha na cara"

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Não pegou nada bem a declaração de Ney Franco, após o revés para o Corinthians, de que o time foi muito mal tecnicamente e ele não pode ir a campo dar passe. A entrevista do treinador foi assunto discutido pela diretoria e também entre os jogadores do São Paulo na tarde desta quinta-feira, no CT da Barra Funda.

"Ouvi falar aqui no CT, mas não vi a declaração. Não posso nem responder o que ele falou. Vou procurar saber", desconversou inicialmente o atacante Aloísio, autor do gol da derrota por 2 a 1 e único jogador a conceder entrevista.

"Não vi essa declaração. Vou falar o quê?", respondeu, depois, coçando a cabeça. "Todo o mundo está falando. Algumas pessoas me falaram. É uma situação em que tem que estar todo mundo junto. É óbvio que somos 11 em campo, temos que correr por várias pessoas, mas não tem essa de responsabilidade de um ou outro".

"É cinquenta (por cento), cinquenta (por cento). A gente está no mesmo barco. Se o barco afundar, afunda todo mundo. Se continuar navegando, navegam todos juntos. Não tem essa de ficar colocando responsabilidade no Ney ou o Ney colocar em nós, ou a diretoria ou em algum outro. Não tem essa. Tem que estar todo o mundo no mesmo barco", acrescentou.

Apesar de claramente não ter gostado do que Ney Franco falou, defendendo o elenco como qualificado, Aloísio reconheceu que a dedicação nas últimas partidas não tem sido a ideal.

"É hora de começar a colocar bundinha no chão, começar a correr, colocar mais vontade. A gente está tentando, está mostrando vontade e raça, mas não está adiantando, tem que ser mais. Tem que ter um pouquinho de vergonha na cara, porque o São Paulo é um clube grande e não tem que estar passando por isso", disparou.

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