Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Autuori admite postura tática humilde, mas proíbe festejar 0 a 0

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Desde o início do clássico deste domingo, ficou clara a pretensão de Paulo Autuori em armar o São Paulo com três volantes e um só meia no Pacaembu. O time vinha de oito derrotas seguidas e buscava ao menos um empate diante do Corinthians. Desenho tático que não é motivo de vergonha, na opinião do treinador.

"Humildade te leva a muitos lugares. Arrogância, não. Não há vergonha nenhuma em reconhecer, às vezes, que, se não pode chegar ali, em vez de dar um passo atrás, é preciso dar um passo ao lado. Segura a onda, respira e faz reciclagem para voltar a subir", falou, em resposta ao corintiano Emerson, que inicialmente questionou a postura adversária.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Clássico no Pacaembu terminou sem nenhum gol
"O Emerson é um cara inteligente, grande jogador, joga bem com as palavras. Em competições, jogos mentais também são importantes. Mas, certamente, se passou por uma situação como essa, ele sabe que mais importante do que as vontades são as necessidades", rebateu, sorrindo.

Com o 0 a 0 deste domingo, o São Paulo interrompeu a sequência de derrotas - eram oito -, mas chegou a 12 partidas consecutivas sem vencer e se postou de vez na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Mas, para Autuori, o mais importante foi o primeiro passo dado na tentativa de recuperar a equipe.

"Paramos a tendência de queda. O que vai rolar depois disso, depende da gente. Temos vários exemplos de equipes que conseguiram títulos e seu passo seguinte foi de problema. Vamos ver o que vai acontecer no futuro. Mas está claro que a gente pode dar uma resposta muito mais positiva do que temos dado até agora", avaliou o treinador, sem permitir que alguém se empolgue com isso.

"Não admito que a gente comemore empate. Assim como não gosto quando jogador tira bola de carrinho e sai comemorando. É muito pouco, ainda mais para um clube tão vitorioso como o São Paulo. Tem que pensar em vitórias, em conquistar títulos, em estar envolvido em grandes momentos. Não tem motivo para comemorar", advertiu.

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