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Crise são-paulina chega à torcida e aparta comuns de organizados

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Não é apenas o time e a diretoria do São Paulo que estão em crise. Neste momento técnica e politicamente conturbado, também está dividida a arquibancada. Geralmente nem um pouco simpatizantes dos uniformizados, torcedores comuns têm se mostrado ainda mais avessos às principais facções após episódios recentes.

No sábado, em frente ao Morumbi, são-paulinos foram proibidos por torcedores organizados de protestar contra a gestão atual e de demonstrar apoio à pré-candidatura de Marco Aurélio Cunha. Independente e Dragões da Real confirmaram publicamente que serão contrárias ao ex-superintendente, porém negaram qualquer ligação política com o presidente Juvenal Juvêncio.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Torcida se dividiu no último protesto no Morumbi
O aparente alinhamento com Juvenal, porém, se sustenta. Além de pouparem o mandatário, membros da Independente o defenderam no dia seguinte, em churrasco realizado na sede social do clube. Depois, na segunda-feira, comunicado da torcida organizada foi disparado através de e-mail do programa de sócio-torcedor do São Paulo - segundo o clube, por erro de um funcionário.

A maioria, insatisfeita, promete continuar protestando contra Juvenal e companhia. Pelas redes sociais, torcedores combinam nova manifestação antes da partida desta quarta-feira, contra o Internacional, marcada para as 21 horas (de Brasília), no Morumbi. Durante o jogo, também é possível que fique visível - ou audível - o racha na arquibancada.

Alheio ao que ocorre acima, Luis Fabiano se preocupa apenas em ajudar o time a encerrar a série negativa atual. Já são dez jogos consecutivos sem vencer na temporada, e a zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro começa a preocupar. A equipe treinada por Paulo Autuori tem dois jogos a mais do que a Ponte Preta, que soma um ponto a menos e é a primeira da faixa de descenso.

"Política é política, futebol é futebol. O que resolve a má fase é dentro de campo. Fora dele, ninguém vai resolver para a gente. É a gente que tem que tirar o São Paulo dessa fase, jogando bola. A parte externa, a gente deixa para os diretores, para os políticos", comentou o atacante, que consegue unir organizados e parte dos comuns quando é criticado.

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