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Futebol/Recopa Sul-americana - ( - Atualizado )

Dirigentes do Timão pedem que Fiel não devolva agressão no Pacaembu

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Os dirigentes do Corinthians previram que não haverá um revide das agressões sofridas pela delegação do clube na última quarta-feira. Na chegada ao Morumbi para a partida que abriu a decisão da Recopa Sul-americana, contra o São Paulo, o ônibus alvinegro sofreu uma chuva de objetos, de latinhas a rojões. A partida de volta está marcada para o próximo dia 17, no Pacaembu.

“Não creio em uma reprise do que vimos lá. Peço encarecidamente que não se faça isso, peço encarecidamente que todos se dirijam ao estádio e assistam ao jogo, comemorem, participem com educação, respeito ao próximo, respeito ao ser humano, respeito ao cidadão. Não tenho o menor temor de que haja alguma coisa parecida”, afirmou o presidente Mário Gobbi.

“Foi uma situação chata. O tempo passa, e isso não muda, mas não há muito o que se fazer. Acaba que isso nos motiva, como o Guerrero falou, é uma final de campeonato”, disse Duilío Monteiro Alves, diretor adjunto de futebol, antes de concordar com o chefe. “Não acho que vá se repetir. Espero que não, penso que não. A torcida do Corinthians não tem esse costume.”

Tossiro Neto/Gazeta Press
Motorista verifica os danos causados no veículo em que transportou a delegação corintiana até o estádio
Os cartolas do Timão, no entanto, procuraram não responsabilizar o São Paulo pelos problemas registrados no Morumbi. Mário Gobbi voltou a usar a linha de raciocínio adotada logo após o incidente, que antecedeu o triunfo alvinegro por 2 a 1, fazendo uma de suas características e acaloradas explanações.

“Isso não é culpa do São Paulo nem dos dirigentes do São Paulo. Dirigente de futebol não educa a sociedade no berço, é preciso educar o sujeito quando ele nasce. Tem que se ter educação, saúde, segurança, justiça, distribuição de renda, moradia, tem que se explicar ao torcedor que futebol é apenas um jogo, não é questão de vida ou morte. Quem ganha não é o rei, e quem perde não é o vilão, não é o bandido, não precisa ter a cabeça colocada na bandeja”, comentou.

O exaltado discurso do presidente, no qual foram citados ainda a PEC 37, Afanásio Jazadji e Gil Gomes, pedia ação nas causas da violência, não nas consequências. Seja como for, ele está certo de que não haverá no Pacaembu consequências sociais como as observadas no Morumbi.

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