Futebol/Bastidores - ( )

Juvenal põe escudo para Adalberto e ganha tempo enquanto reflete

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Aconselhado de todos os lados a demitir Adalberto Baptista, Juvenal Juvêncio não está convencido. O presidente do São Paulo mantém seu apreço pelo diretor de futebol e não tem intenção de demiti-lo. Mas sabe que sua figura não é favorável politicamente agora e, por isso, determinou que seu assessor, José Francisco Manssur, tome a frente quando alguém da diretoria tiver que se manifestar.

Sua primeira aparição foi na terça-feira à tarde. Enquanto o elenco treinava para enfrentar o Internacional (nesta quarta, no Morumbi) e os altos dirigentes se reuniam na parte interna do CT, Manssur fez questão de se colocar à disposição da imprensa. Antes de qualquer coisa, mostrou-se contrário a quem questiona a competência e o comprometimento de Adalberto.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Manssur apareceu no CT da Barra Funda e falou informalmente com a imprensa nesta terça-feira
O principal argumento ainda é a fama de bom negociador. Foi o atual diretor de futebol quem contratou Luis Fabiano, do Sevilla, quando ainda atuava no marketing. Também foi ele quem conduziu as arrastadas negociações para tirar Paulo Henrique Ganso do Santos. Causa admiração a Juvenal a quantidade de horas que Adalberto despende ao clube mesmo não sendo remunerado.

O ponto negativo é a facilidade com que Adalberto desperta antipatia e se atrapalha publicamente. Antes do atrito com o capitão Rogério Ceni, motivo pelo qual sua rejeição aumentou na torcida e no próprio elenco, o dirigente já havia causado polêmica ao demitir Luiz Rosan, fisioterapeuta com quem havia se desentendido. Além disso, ele se ausentou de momentos importantes da equipe nesta temporada em razão de corridas de Porsche, hobby que mantém paralelamente.

A menos de um ano da eleição presidencial, os contras podem pesar mais do que os prós para Juvenal. Com Manssur à frente, ele terá tempo para refletir qual decisão tomar. A princípio, o presidente já considera a hipótese de contratar alguém para trabalhar ao lado de Adalberto. O novo funcionário seria possivelmente alguém que tenha identificação com o São Paulo. Nomes como dos ex-jogadores Pintado e Ronaldão chegaram aos ouvidos do mandatário como sugestões para o cargo.

Nenhuma decisão deverá ser tomada antes da excursão por Europa e Ásia. Responsável por acertar a participação do São Paulo na Copa Audi (Alemanha) e Eusébio (Portugal), anteriores à Suruga, Adalberto fará parte da delegação, assim como o vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes. Depois, dependendo da situação do time, o diretor pode ter novo destino.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade