Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Kardec cita diferença entre Santos e Verdão: "Aqui tem mais pressão"

William Correia São Paulo (SP)

Há pouco mais de um ano, Alan Kardec era considerado um dos melhores parceiros de Neymar no Santos que tinha sido tricampeão paulista e semifinalista da Libertadores. Um ambiente que tinha um aspecto diferente em relação ao que vive agora no Palmeiras. Há três semanas no clube, o atacante admite a influência da cobrança por voltar à Série A do Brasileiro.

“No Santos havia tranquilidade para trabalhar, e aqui temos a pressão para subir, que é o nosso objetivo e é uma obrigação. Mesmo sendo um grupo jovem, todos estão se comportando bem, um ajudando o outro, e temos jogadores experientes para dar tranquilidade. Mas a cobrança é maior”, constatou o camisa 14, vendo que até as similaridades entre os elencos sofre alteração pelo momento palmeirense.

“Uma semelhança grande é de que também é um grupo jovem com alguns experientes. Mas, àquela altura, o Santos tinha sido campeão da Libertadores, vinha de um título paulista e tinha entrosamento, uma cara, era um time montado e, aos poucos, ganhei espaço. Aqui, por estar na Série B, é um pouco difícil”, reforçou.

Mas a declaração de uma das contratações que mais gera expectativa na torcida não é depreciativa. Durante sua segunda entrevista coletiva como jogador do Verdão, nesta terça-feira, o centroavante repetiu estar acostumado à pressão, como seus colegas. E não cansou de frisar que a qualidade da equipe é superior à de uma segunda divisão.

“O Palmeiras é uma equipe de Série A e com futebol de Série A, mesmo jogando a Série B. Muitos encaram como um campeonato mais fraco, mas não penso assim. Às vezes pego uma equipe um pouco inferior tecnicamente, mas com vontade, dedicação e um trabalho bem feito e respeitado”, defendeu.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Atacante foi considerado um dos melhores parceiros de Neymar, mas se diz pronto para obrigação de subir
Ter companheiros como o zagueiro Henrique e o atacante Leandro, chamados neste ano para a Seleção Brasileira, e o volante Wesley, que também já vestiu a camisa amarela, aumentam a avaliação positiva de Alan Kardec. “Temos jogadores diferenciados, convocados para a Seleção Brasileira, e o Valdivia, que é um camisa 10 do Palmeiras e da sua seleção”, lembrou.

O atleta só atuou no segundo tempo com a camisa alviverde, no sábado, na vitória sobre o Figueirense, mas já está convicto de que acertou na sua escolha. “Foi uma decisão bem tomada. Não tem um mês que estou aqui e já estou bem ambientado, com certo entrosamento com meus companheiros fora de campo e dentro vai acontecer naturalmente. Só atuei 45 minutos, mas sei que estou no lugar certo pela estrutura e pela história, isso ajuda a me firmar na busca por espaço”, elogiou.

“Há um ano e pouco, eu era titular ao lado de Neymar, Ganso, Elano, Ibson, grandes jogadores. E vivia um grande momento. O Benfica frisou que queria o meu retorno e acredito que, quando se quer tanto, vai desfrutar e utilizar, mas não aconteceu. Passei um ano que não foi tão bom e cheguei a conversar para retornar antes porque não tive a oportunidade que merecia. E escolhi o Palmeiras”, comentou o atacante emprestado pelo clube português até 30 de junho.

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