Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Kleina pede paciência com Kardec e põe Vilson no banco por coerência

William Correia São Paulo (SP)

Alan Kardec e Vilson foram elogiados por suas atuações na vitória sobre o Figueirense que colocou o Palmeiras na liderança da Série B do Brasileiro, mas nenhum deles será titular neste sábado, contra o Guaratinguetá. Gilson Kleina não abre mão do planejamento cuidadoso que montou para o atacante se recondicionar e saca o zagueiro para recolocar Henrique, que volta de suspensão, mantendo André Luiz.

“Manterei o sistema até por coerência. Queremos manter o nível de atuação. A parada na Copa das Confederações foi providencial porque a equipe voltou de outra maneira, com outra forma de jogar. Cresceu muito o lado técnico, tanto que os gols têm saído de forma mais trabalhada. Que cada um entenda e respeite o momento do companheiro”, definiu o técnico.

O treinador nunca gostou de mexer na escalação em meio a uma sequência de vitórias, e os quatro triunfos consecutivos são um argumento a favor da atual formação. Embora Vilson tenha desviado a bola no gol creditado a Vinicius e só tenha perdido vaga ao operar o joelho esquerdo há quatro meses, o momento é de André Luiz.

“O Vilson teve um crescimento técnico espetacular. Conhece muito. Veio de lesão e jogou no sábado. Mas a melhor maneira de tratar isso é ser transparente, e não é mérito meu falar a verdade. Ele sabe da minha coerência, até porque depois pode acontecer com ele e vamos tomar a mesma medida”, prometeu Kleina, usando Vilson como exemplo.

“Todos têm vontade de jogar, e isso é bom, mas todos respeitam a equipe e o companheiro em bom momento. Tento frisar que não podemos entrar em uma zona de conforto e achar que, por mais que um companheiro esteja bem, a oportunidade não virá. Quando a oportunidade vier, cada jogador tem que estar muito próximo do nível que quer. Acreditamos no potencial de todos”, prosseguiu.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Técnico não considera sua transparência um mérito, mas a vê como trunfo para explicar suas escolhas ao elenco
Em relação a Kardec, o técnico acredita que, com ele, o Verdão “terminou muito bem o jogo contra o Figueirense”, tanto que o centroavante cabeceou na trave a bola que Valdivia colocou no gol no rebote. Mas o próprio comandante que extrapolou a programação ao deixá-lo além de meia hora, escalando-o desde o intervalo.

“Aceleramos contra o Figueirense, e ele demonstrou na adversidade uma desenvoltura muito boa em um jogo difícil, com chuva e a necessidade de reverter o resultado. Só que na reapresentação já tivemos que fazer outro tipo de trabalho. Mas aproveitamos bem a semana e ele será relacionado. Se tiver que utilizá-lo contra o Guaratinguetá, estará mais preparado. E os jogos acumulando de terça e sexta ou sábado vão prepará-lo mais ainda”, apostou, feliz por saber que o próprio jogador está paciente.

“Isso é maturidade. Vamos ter paciência com o Alan porque é um grande jogador. Tecnicamente, vai evoluir muito mais e sabe que vamos precisar muito dele, mas em todos os jogos. Não fazer como com os outros que vieram de fora, foram usados e depois ficaram 30, 40 dias no departamento médico. Não queremos um jogador desse potencial fora”, indicou.

Algo similar é usado em relação ao meia Felipe Menezes, que participou de mais um jogo-treino nesta semana e trabalhar para retomar sua condição física após um mês de inatividade, como Alan Kardec. “Respeitamos protocolos importantes com ênfase individual aos que estavam em inatividade para resgatar os pontos fortes das características de cada jogador”, explicou Kleina.

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