Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Marco Aurélio explica vídeo, rebate crítica e cita amor ao Tricolor

São Paulo (SP)

A disputa política nos bastidores do Morumbi promete continuar ‘quente’ nas próximas semanas e continuar refletindo no desempenho do São Paulo em campo. Diante dos fatos que envolveram o seu nome, Marco Aurélio Cunha se pronunciou pela primeira vez nesta segunda-feira e rebateu a acusação feita com relação à sua possível torcida pelo rival Santos, já que foi flagrado cantando o hino do Alvinegro da Vila Belmiro em uma festa de casamento na Baixada. Em entrevista ao programa Estádio 97, o pré-candidato às eleições presidenciais de 2014 voltou a declarar seu amor pelo Tricolor.

“Eu adoraria ajudar o presidente, porque sou são-paulino, mas a arrogância e a falta de reconhecimento não me deixam fazer isso. Você quer ajudar o clube, você é posto de lado, como se fosse inimigo do clube. E eu não me imagino que alguém me coloque contra o São Paulo, pois é o que eu tenho de mais importante ao lado da minha família”, explicou Marco Aurélio.

No sábado, a principal torcida organizada do clube impediu que torcedores comuns mostrassem apoio a Marco Aurélio Cunha, pré-candidato às eleições presidenciais de 2014, alegando que o ex-superintendente do Tricolor chegou a cantar o hino do Santos. Nesta segunda-feira, uma conta de e-mail do programa de sócio-torcedor disparou um comunicado de sua principal torcida organizada sobre acontecimentos recentes relacionados à diretoria de Juvenal Juvêncio - o clube alega que houve erro de um funcionário.

“Isso não foi no Santos, na festa de casamento, um menino gravou e colocou na internet. Isso é hipocrisia brutal, porque sabem o que fiz pelo São Paulo, desde 1977, como estagiário. Minha carreira é limpa. E é um ‘videozinho’ de casamento que eles colocam para tirar o meu prestígio, mas não vão conseguir. O Felipão trabalhou na Seleção de Portugal e não pode voltar à Seleção? É neste nível que vocês vão conversar? Este nível que chegou o São Paulo a ponto de colocar isso no e-mail do sócio-torcedor. É hora de começar a entender que está acontecendo lá. Oito derrotas seguidas, isso está bom?”, acrescentou o pré-candidato à presidência do Tricolor.

Mesmo em viagem para os Estados Unidos, Marco Aurélio Cunha foi informado sobre os fatos e explicou os motivos que levaram à sua saída da diretoria do São Paulo. “Eu saí porque eu desisti de passar o que achava que tinha que fazer. Há dois anos e meio eu saí do são Paulo porque entendi que o meu papel de influência estava chegando a zero. Eles não aceitam que as minhas ideias, o meu trabalho, possa ir contra o interesse de alguns, muito poucos, aliás”.

Com uma visão diferente do que foi implantado pela atual gestão, o ex-superintendente do São Paulo pediu um futebol brasileiro diferente, valorizando o ‘fair play’ entre adversários, e se lembrou de quando cumprimentou o zagueiro Betão por ter feito o gol da vitória corintiana no Morumbi, resultado que quebrou um tabu de quatro anos sem triunfos alvinegros. “Quando o Betão fez o gol que quebrou o tabu contra ao São Paulo, eu fui lá e abracei, cumprimentando pelo o que ele fez. E acabei muito criticado. Precisa acabar com isso. Essa ‘Guerra Fria’ que é a própria torcida hostilizando torcedores dos próprios clubes”.

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