Futebol/Copa Libertadores - ( )

Mineirão tem recorde de renda, gozações e "é campeão" tardio

Tossiro Neto, enviado especial Belo Horizonte (MG)

A diretoria do Atlético-MG relutou em admitir o Mineirão como um bom palco para a decisão da Libertadores, contra o Olimpia. No fundo, entretanto, a determinação da Conmebol trouxe bons frutos ao clube. A arrecadação da vitória por 4 a 3 nos pênaltis se tornou, com folga, a maior já registrada no futebol brasileiro.

Até esta quarta-feira, o recorde pertencia ao jogo entre Santos e Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro deste ano, no Mané Garrincha: R$ 6.948.710,00. A renda da final da Libertadores foi mais do que o dobro: R$ 14.176.146,00.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Torcedores ficaram mais apreensivos nos pênaltis
Os 56.557 pagantes que contribuíram para que esse número fosse atingido ajudaram também a empurrar a equipe mineira a seu primeiro título do torneio. Após vitória apertada com dois gols no segundo tempo (Jô e Leonardo Silva), a confirmação da conquista veio nos pênaltis: o goleiro Victor defendeu a primeira cobrança e contou com a trave na última.

As reações dos torcedores foram as mais diferentes possíveis (socos e chutes ao ar, abraços, pulos e mais alguns socos em um inimigo invisível ou na cadeira usada apenas no intervalo), mas tinham em comum a essência aparentemente incrédula, depois de mais de 120 minutos gritando "eu acredito" para se convencer e convencer os jogadores.

O primeiro grito em coro fez menção indireta à não necessidade de jogar apenas no Horto e, ao mesmo tempo, de cutucar o rival Cruzeiro: "Aha, uhu, o Mineirão é nosso". Também não tardaram respostas às gozações ouvidas ao longo da competição. Para aqueles que apostavam na queda uma hora ou outra, "Um, dois, três, quatro, cinco mil. Cavalo paraguaio é a p... que pariu". Para o grupo de pouco menos de dois mil verdadeiros paraguaios no setor visitante, os gritos de "Um, dois, três. Essa p... é freguês", em alusão à Conmebol de 1992, e "timinho".

Só depois de alguns minutos, quando já estava montado o palanque de premiação do torneio, é que a massa atleticana finalmente soltou o canto uníssono de "é campeão". Para quem bradava "eu acredito" desde o revés por 2 a 0 no jogo de ida, em Assunção, uma mera formalidade.

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