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Futebol/Mercado - ( )

Nobre não põe prazo por patrocinador: "Ninguém tem bola de cristal"

William Correia São Paulo (SP)

Em mais de cinco meses na presidência, Paulo Nobre só conseguiu renovar o patrocínio da Kia por um valor inferior no peito e nas costas da camisa. Desde o início do mês passado, porém, a camisa só tem a TIM exposta nos números. E o dirigente nem se arrisca a estimar quando o clube criará mais receitas aproveitando a sua exposição no uniforme.

“Ninguém tem bola de cristal”, disse o mandatário, sincero, mas não dando detalhes além de afirmar que as negociações estão “andando bem”. “Acreditamos muito no trabalho que está sendo feito. Nosso marketing está trabalhando muito não só para o patrocínio principal, mas para outras áreas. O resultado virá de forma muito natural.”

O presidente, porém, já admitiu que a dívida do clube aumentou em sua gestão, e tem sido pressionado para receber algo com a exposição de marcas nas camisas. Por falta de opção, a Kia ficou como patrocinadora principal, pagando menos do que no ano passado, até o início de maio. Em junho, acabou o contrato que mantinha o BMG nas mangas.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Nobre justifica: empresas estão com orçamento fechado e clube não pode receber pouco
Na busca por lucros principalmente cedendo o espaço no peito e nas costas, a diretoria já esteve perto de fechar com a Mercedes e também com a Caixa Econômica Federal, além de colocar o Itaú como possibilidade. Mas, até agora, só tem usado as áreas vagas para divulgar o Avanti, seu plano de sócio-torcedor.

“As pessoas precisam entender que os orçamentos das empresas fecham em setembro e outubro para o ano seguinte, e nós estamos em julho discutindo um patrocínio para essa temporada”, indicou Paulo Nobre, prometendo, ao menos, não receber menos do que julga necessário – a ideia é um valor próximo dos R$ 30 milhões anuais.

“O Palmeiras não pode ter um patrocínio baixo. Não podemos aceitar qualquer preço porque, se cairmos do nosso padrão, vai ser muito difícil voltar ao normal”, justificou. “Ao mesmo tempo, temos que ser realistas e ficarmos dentro dos padrões do mercado”, completou, sendo, mais uma vez, sincero.

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