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Futebol/Mercado - ( )

Nobre quer desinchar elenco e pede que Kleina defina 'emprestáveis'

William Correia São Paulo (SP)

O volante Eguren começou a fazer exames nessa quinta-feira para assinar contrato de um ano e meio e se tornar o 45º jogador do elenco palmeirense. Um número que não agrada à diretoria. O presidente Paulo Nobre pede que Gilson Kleina aponte quem deve ser emprestado para facilitar o trabalho neste segundo semestre, no qual o time disputará 32 rodadas da Série B do Brasileiro e, no máximo, oito jogos da Copa do Brasil.

“Fazemos um estudo interno, dentro da comissão técnica, para ver quem não será aproveitado”, disse o mandatário, deixando claro que a vontade do clube é de desinchar o elenco para, também, saber quem realmente pode ser aproveitado. “Temos o maior interesse do mundo em ver o jogador atuando em outro lugar, avaliá-los jogando é melhor do que avaliá-los apenas treinando.”

Kleina já manifestou a Nobre que também não é favorável a trabalhar com tantos atletas, apesar de receber elogios por encontrar treinos que movimentem todos do grupo. O técnico, contudo, aprovou a chegada de cada um dos nomes que compõem o elenco, e agora tem o desafio de selecionar cerca de 16 jogadores para serem repassados a outros times.

O presidente sabe que fez a sua parte fortalecendo as posições que o treinador pediu – e ainda tenta contratar o lateral direito Luis Ricardo, da Portuguesa. “Essa gestão iniciou com o elenco muito reduzido. Corríamos até o perigo de, durante o campeonato, não completar o banco de reservas no caso de contusões e cartões. Agora, fizemos contratações importantes e muitos voltaram de empréstimos de outros clubes.”

Fernando Dantas/Gazeta Press
Técnico aprovou os nomes que incharam o elenco e agora tem o desafio de escolher quem será liberado
A dificuldade de Kleina está exatamente em escolher quem sai. Ele não escondeu, por exemplo, sua frustração pelo fim da passagem de Kleber, que esteve emprestado até domingo e será vendido pelo Porto. E o treinador ressalta confiança em jogadores que ele pouco usa, como João Denoni e Bruno Dybal, jovens que os dirigentes querem valorizar em outras agremiações.

“É importante que consigamos dar prosseguimento aos trabalhos que estão aqui e aos que serão emprestados. Tentamos arrumar um time para que eles continuem jogando e, no futuro próximo, voltem ao Palmeiras”, afirmou Paulo Nobre, isentando-se de culpa pelo elenco inchado.

“Está difícil arrumar times para eles como sempre foi. São negociações que envolvem salários e empréstimos que podem gerar custos ou serem gratuitos. Temos que saber fazer a conta para ver o que é mais interessante para o clube”, indicou.

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