Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Paulo André sugere que atacantes do Corinthians marquem menos

Marcos Guedes São Paulo (SP)

O empate sem gols com o São Paulo no último domingo exibiu um problema recorrente do Corinthians na temporada: a dificuldade na superação de retrancas no Pacaembu. Bastante estudado pelos adversários, o atual campeão mundial tem enfrentado rivais bem fechados e, segundo Paulo André, precisa se reinventar para resolver a questão.

“Os times continuarão a vir assim ao Pacaembu. A gente ainda é o time a ser batido pelo que ganhamos nos últimos anos. Então, precisamos nos ajustar. Já tivemos dificuldade no Campeonato Paulista para desfazer esse tipo de marcação e ganhar as partidas”, afirmou o zagueiro.

No Brasileiro, contra rivais mais qualificados, os obstáculos têm sido maiores. O Timão atuou em casa cinco vezes, com uma vitória, três empates e uma derrota. Nesses cinco jogos, foram apenas dois marcados, um deles por Paulinho, atual meio-campista do Tottenham.

Um dos problemas é a previsibilidade das jogadas. Se o 4-2-3-1 de Tite permite uma boa estrutura defensiva, apresenta certa rigidez ofensiva. Com tantos triunfos nos últimos anos, já ficaram manjadas as saídas pelos lados e as triangulações orquestradas pelo gaúcho.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O combativo Guerrero ajuda na marcação no empate sem gols do Corinthians com o São Paulo
A solução, para Paulo André, pode passar por abrir mão de parte da segurança do sistema de marcação. O zagueiro diz estar disposto a trabalhar mais para oferecer uma maior liberdade a homens de frente como Romarinho, que se esforçam no auxílio à defesa.

“Os atacantes ajudam muito na marcação. Por isso, temos a defesa menos vazada. Talvez tenhamos de ajudar mais também no ataque. Não no sentido de avançar com a bola, mas talvez permitir que eles voltem menos e tenham mais perna para atacar. Também temos que sair com mais qualidade para que os atacantes recebam a bola em condições melhores”, disse o beque.

O Corinthians só entrará na briga pelo Campeonato Brasileiro quando encontrar um equilíbrio maior. Ter a melhor defesa e o pior ataque da competição, com seis gols marcados e cinco sofridos, só é suficiente até agora para a 11ª colocação na tabela do Nacional.

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