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Paulo Autuori exige reação imediata: “O prazo é o jogo seguinte”

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

O São Paulo volta aos trabalhos, nesta segunda-feira, pressionado para se recuperar no Campeonato Brasileiro antes da viagem para torneios internacionais. Com uma série de dez jogos sem vitórias na temporada, o técnico Paulo Autuori se recusa a pensar em um longo período para buscar a recuperação, cobrando o início da reação já nesta quarta-feira, contra o Internacional, no Morumbi.

“O prazo é o jogo seguinte, não tem como”, afirmou o treinador. O Tricolor não vence desde o dia 29 de maio, quando derrotou o Vasco, no Morumbi. De lá para cá, a equipe acumula oito derrotas e dois empates. A turbulência resultou na queda de Ney Franco e na chegada de Autuori.

Porém, com a derrota por 3 a 0 para o Cruzeiro, no sábado, o São Paulo se complicou no Brasileirão, caindo para o 16º lugar, com oito pontos e tendo uma partida a mais. Assim, o treinador deixa transparecer também a possibilidade de fazer mudanças na equipe.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Paulo Autuori quer a reação já na partida contra o Internacional, nesta quarta-feira, no Morumbi
“Há uma realidade e não podemos viver de esperança, pois temos de achar soluções dentro do grupo. Vamos detectar e tomar as medidas necessárias”, acrescentou o comandante, que acumula três derrotas desde que retornou.

A partida contra o Inter foi antecipada para quarta-feira por conta da participação do Tricolor na Copa Audi e também na Copa Suruga. Na sequência, no domingo, o time enfrenta o Corinthians, antes da viagem para o exterior.

Como se não bastasse a crise técnica em campo, o clube também vive uma turbulência em seus bastidores, com divisão nas arquibancadas. O torcedor comum vem protestando contra a gestão do presidente Juvenal Juvêncio, enquanto as principais organizadas poupam a direção e focam as críticas à equipe.

Neste cenário, o ambiente político está conturbado. A próxima eleição para presidente será em abril de 2014, mas o atual mandatário não poderá se candidatar novamente. Assim, o vice Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, aparece como provável nome da situação, enquanto o ex-superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha, encabeça a oposição, ganhando o apoio de ex-aliados do presidente.

A maior organizada são-paulina vem fazendo críticas ao oposicionista, que, por outro lado, teve o nome gritado por um movimento que não é ligado às uniformizadas. A tendência é a guerra política aumentar gradativamente, respingando no elenco de Paulo Autuori.

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