Futebol/Recopa Sul-americana - ( - Atualizado )

Má vontade são-paulina começou em foto para pôster de campeão

Tossiro Neto, Marcos Guedes e Helder Júnior São Paulo (SP)

A torcida esperou o intervalo para cobrar raça do São Paulo, mas poderia ter feito isso antes até do apito inicial da final nesta quarta-feira, contra o Corinthians. Na subida a campo, enquanto os jogadores adversários rapidamente se amontoaram para a fotografia do pôster de campeão, o elenco tricolor deixou a placa da Recopa Sul-americana de lado, talvez pressentindo o vice-campeonato no Pacaembu.

Adalberto Baptista, que assistiria à derrota por 2 a 0 do banco de reservas, foi quem pediu que os atletas interrompessem o trabalho de aquecimento e posassem para as câmeras. O goleiro Rogério Ceni inicialmente não atendeu ao diretor de futebol e continuou cobrando faltas e pênaltis no reserva Denis, fazendo com que os demais companheiros o esperassem por algum tempo. Assim que o capitão chegou, Denilson, aparentemente irritado, virou as costas e saiu.

Finalizada a cerimônia praxe, Ceni voltou a calibrar o pé direito com auxílio de Denis e do preparador Haroldo Lamounier. Só parou quando notou que seus companheiros, a exemplo do que já tinham feito os corintianos, formavam uma roda comandada por Wellington.

Com a bola rolando, o que se viu foram toques errados e bolas perdidas por desatenção. Em uma dessas bobeadas, Denilson deixou Danilo o desarmar e arriscar um chute perigoso de fora da área. Ganso, isolado na armação à frente de três volantes (sem Jadson, vetado, o técnico Paulo Autuori escalou Wellington e Rodrigo Caio, além de Denilson também), buscava passes na defesa com lentidão.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
São-paulinos já demonstraram desânimo ao posarem para foto antes da partida e caíram para o riva por 2 a 0l
O São Paulo ficava mais tempo com a bola nos pés, mas era muito menos perigoso. Nas poucas vezes em que foi acionado, Luis Fabiano não conseguiu ganhar de Gil ou Paulo André, motivo pelo qual foi chamado em coro pela torcida corintiana de "pipoqueiro", grito que, na verdade, foi inventado pela torcida tricolor. Nem o camisa 9 nem nenhum outro são-paulino finalizaria no primeiro tempo.

O Corinthians, sim, arriscou a gol. E marcou. Aos 35 minutos, Lúcio – que já havia se desentendido mais de uma vez com os atacantes rivais – não conseguiu dar combate a uma subida de Emerson, que cruzou rasteiro para Guerrero, no meio da área. O peruano não dominou como queria, mas viu Romarinho, mais veloz do que Rafael Toloi, pegar a sobra e completar para o fundo da meta de Ceni.

Já a primeira defesa de Cássio foi apenas aos 20 minutos da segunda etapa, em chute rasteiro de Luis Fabiano. A segunda, no minuto seguinte, em arremate à queima-roupa de Aloísio. Parou por aí. Logo depois, aos 23, Danilo cabeceou no canto direito de Ceni, aproveitou rebote e chutou com violência para a rede. O goleiro ainda ficou caído alguns segundos antes de se ajoelhar em campo, aceitar o gol e levar as mãos ao rosto.

Lentamente e de cabeça baixa, os são-paulinos se alinharam para o reinício do jogo. Denilson destoou, batendo palma e cobrando vontade. Vontade que faltava desde o início, não apareceria até o fim e talvez nem fosse o suficiente para acertar um time que não apenas perde um título para o principal rival, mas parece sem rumo e já não vence há nove jogos.

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