Altetismo/Mundial de Moscou - ( - Atualizado )

Emocionada, Vanda muda tom de críticas, mas pode ser suspensa

André Sender Guarulhos (SP)

A atleta Vanda Gomes chegou ao Brasil demonstrando abatimento. Apontada como responsável pela queda do bastão na final do 4x100m feminino no Campeonato Mundial, ela relativizou as críticas que tinha feito ao período de preparação oferecido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), mas manteve as reclamações de falta de treinos para a competição.

O Brasil ocupava a segunda colocação da final do 4x100m feminino do Mundial de Moscou, mas acabou desclassificado por uma falha na última passagem do bastão. Franciela Krasucki entregaria a prova para Vanda, mas as atletas erraram o movimento e o equipamento caiu no chão.

Após a disputa, a velocista paranaense reclamou do período de preparação da equipe, alegando pequena quantidade de treinos e más condições para alimentação e repouso. Nesta terça-feira, em sua chegada ao País, diminuiu o tom das críticas para tentar causar menos atrito com a CBAt.

“O que eu quis dizer quando falei comer mal e dormir mal é que quando você sai do conforto da sua casa, você está comendo mal e dormindo mal. Não me lembro de ter dito que a CBAt não nos deu comida ou pouso. Em Daegu (2011), fiquei 20 dias comendo peixe cru. Viajo para Mundial desde 2005 e é sempre assim. Na China (Mundial Juvenil de 2006), fui vice-campeã e voltei 10kg abaixo do meu peso, faz parte”, afirmou Vanda.

As críticas feitas pela atleta, no entanto, podem lhe render uma punição pela entidade nacional, que considerou o ato um caso grave de indisciplina. Para piorar a situação da paranaense, suas companheiras no time do revezamento 4x100m, com quem o relacionamento está abalado, não a apoiaram nas reclamações.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Vanda Gomes diminuiu o tom das reclamações, mas corre risco de ser suspensa por indisciplina

A atleta que mais manifestou sua insatisfação com o erro de Vanda foi Ana Cláudia Lemos. No desembarque afirmou que a atleta não está unida com as outras velocistas no time nacional do revezamento. Questionada sobre possíveis problemas de alimentação no período de preparação para o Mundial, a cearense foi enfática para discordar da companheira.

“Acho que não faltou, né. Se tivesse faltado, eu não teria repetido a terceira melhor marca da minha carreira. Estou muito contente com o investimento, tivemos várias finais, mas infelizmente não trouxemos medalhas. Eu, pelo menos, saí bem de lá porque fiz o meu melhor”, avaliou Ana Cláudia.

Logo após a prova, Vanda também reclamou da falta de treinos específicos para o revezamento durante a aclimatação para o Mundial. O discurso foi repetido no Aeroporto Internacional de Guarulhos e, mais uma vez, rebatido por suas companheiras na equipe brasileira.

“Venho de seis Mundiais, tenho duas medalhas e sete finais, então não sou nenhuma amadora como falaram por aí, e todas essas minhas conquistas vieram de treino. Para mim não existe vitória sem treino. Quis dizer que gostaria de ter treinado mais. Saí da minha casa, do meu conforto, com o intuito de treinar”, disse.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade