Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Animado com antijogo rival, Kleina vê desorganização em dia marcante

William Correia São Paulo (SP)

Ao ouvir o apito final, segundos após Leandro fazer o gol da vitória por 3 a 2 sobre o Paysandu, Gilson Kleina correu pelo gramado do Pacaembu como se tivesse conquistado um título. Mas não estendeu sua empolgação até a entrevista coletiva. O técnico admitiu que o Palmeiras esteve desorganizado e, por isso, estava perdendo por 2 a 0 até os 28 minutos do segundo tempo no Pacaembu.

“Fico feliz pelo resultado, mas não tivemos um desempenho técnico bom. Essa intensidade que tivemos no final não tivemos em boa parte do jogo. Quase não usamos as laterais, faltou agressividade, que é nosso forte”, disse o técnico, que contou ter cobrado Luis Felipe.

O lateral direito teve um péssimo desempenho no primeiro tempo, inclusive perdendo a bola e deixando de marcar no lance do gol que abriu o placar. Mas participou de dois dos três gols marcados no segundo tempo. “Disse a ele: ‘você está burocrático, tem vitalidade, precisamos do teu apoio’. E ele fez a diferença”, sorriu Kleina.

Mas, além dos elogios, os atletas foram cobrados nos vestiários pela atuação. Na sexta-feira, Kleina já tinha reunido todos para uma reunião de 30 minutos na qual exigiu respeito ao Paysandu, que não somou nenhum ponto como visitante e ocupa a zona de rebaixamento da Série B do Brasileiro. Mas o Verdão demorou a entender isso em campo.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Técnico diz que cabeceou com Leandro no gol da virada, mas lembrou das falhas que originaram 2 a 0 do Paysandu
“Quem vem enfrentar o Palmeiras, sempre virá nessa postura. Cometemos erros inconcebíveis, não adianta querer se expor. Nos dois gols do Paysandu, quem deu combate foram os zagueiros, o time estava desorganizado. Tem que ficar um alerta porque daqui a pouco não vai mais dar tempo para reagir”, indicou o técnico.

Os paraenses, contudo, vieram com um ingrediente que acabou ajudando os anfitriões no Pacaembu: o time todo, principalmente o goleiro Marcelo, fez cerca e encenou faltas para retardar a partida. “O antijogo do Paysandu deu ânimo para o Palmeiras buscar essa vitória espetacular. Isso fez a diferença.”

E também mexeu com Kleina, que ‘participou’ do gol da vitória de Leandro, aos 49 minutos do segundo tempo. “Cabeceei junto com o Leandro. Foi uma jogada treinada do Luis Felipe com o Mendieta. Vibrei junto, foi uma emoção muito grande. Foi uma vitória com a cara do Palmeiras. Vai ficar marcada”, apontou.

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