Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Apesar de rival sangrando, atleticanos se revoltam e pedem pênalti

Recife (PE)

O último lance de Náutico 0 x 0 Atlético-MG teve bola na área dos donos da casa. Atingido pelo cotovelo de Jô na disputa pelo alto, o zagueiro João Felipe deu um soco na bola. Beque sangrando e atacante discutiram enquanto o árbitro Ítalo Medeiros de Azevedo apitou o fim do jogo, sem dar falta nem pênalti.

Ronaldinho, que fez o cruzamento, demonstrou revolta sorrindo, como só ele é capaz. “Acho que todo o mundo viu. Sé ele não viu. É o segundo jogo seguido em que a gente acaba prejudicado. Seriam seis pontos que nos colocariam lá em cima, com uma partida a menos”, disse o craque, referindo-se também ao empate com o Botafogo por 2 a 2 --- no jogo, os mineiros reclamaram de dois pênaltis em Luan.

Leonardo Silva sorriu menos e reclamou mais. “São cinco árbitros: juiz, bandeiras, mais dois assistentes... Sem contar o que fica no meio do campo. Nenhum deles viu? Para que serve esse árbitro atrás do gol? Se é para ficar vendo a batida do escanteio, é melhor deixar só o trio como era antes.”

Diretamente envolvido na jogada, João Filipe se defendeu. Apesar de ter deixado o gramado discutindo asperamente com Jô e com sangue escorrendo pelo rosto, o zagueiro do Náutico procurou tratar a disputa como normal e explicou que o soco na bola teve direta relação com a face atingida.

“Foi um lance conturbado lá dentro, com muita confusão dentro da área. Isso acaba atrapalhando o árbitro, que não vê a jogada. Eu empurrei o Jô, ele me empurrou e o braço bateu no meu rosto, mas futebol é assim. Foi com a mão. Ele me deu a cotovelada. Eu fui me proteger, e a bola bateu na minha mão”, afirmou o beque.

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