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Com carinho do chefe, de colegas e até da Fiel, Pato quer mais

Marcos Guedes São Paulo (SP)

O confronto com o Luverdense tinha uma importância grande para Alexandre Pato. Uma eliminação do Corinthians – que havia perdido o jogo de ida para o fraco adversário – sem uma grande atuação do atacante complicaria ainda mais sua relação com a Fiel. Ao menos por uma noite, no entanto, ele teve a aprovação de todos.

O camisa 7 participou muito do jogo, sofrendo e batendo a falta que abriu o placar. O segundo gol, que colocou o time alvinegro nas quartas de final da Copa do Brasil, começou com belos dribles seus. Houve elogios do técnico, dos companheiros e também da torcida, o que deixou o atleta animado.

“Estou feliz aqui. Agora tenho cem gols (na carreira) e já completei 42 jogos aqui (40, na verdade). Consegui 42 na minha primeira temporada no Milan e não consegui manter isso depois, tive lesões, mas aqui estou bem. Estou 100%, estou feliz e quero jogar”, comentou o atacante.

A julgar por sua participação na quarta, é muito provável que Pato seja mantido no time na partida contra o Flamengo, no domingo. Vaiado em outras oportunidades, ele foi substituído aos 40 minutos do segundo tempo e recebeu aplausos da Fiel, satisfeita com seu desempenho.

“Todos querem ter sequência. Ele teve uma de quatro jogos. Agora voltou, sendo decisivo e importante. Esse carinho do torcedor é fundamental, ele foi aplaudido”, afirmou Tite, que ouviu pedidos de Pato para sair, mas o manteve por bastante tempo porque confiava nele e porque só tinha garotos no banco.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Alexandre Pato recorda conselho do pai antes de abrir o placar para o Corinthians no Pacaembu
“Tem hora em que é preciso vir uma moral de fora para dentro. Tinha que dar um combustível, um incentivo. Falei para ele se enfiar lá na frente e não buscar a bola atrás. Tínhamos jogadores para armação e eu queria explorar essa jogada”, comentou o comandante.

A explicação de Tite tem a ver com a entrada de Douglas. O treinador já havia previsto que os passes do meia beneficiariam o rápido atacante, e foi o que aconteceu. O lance do primeiro gol contra o Luverdense, por exemplo, nasceu de um toque do camisa 10 que deixou o companheiro em ótima condição. Raul Prata se viu obrigado a cometer a falta, na qual poderia ter sido expulso.

“O Pato é um grande jogador. O que a gente vinha cobrando é que jogue onde joga melhor, para receber ali na frente e decidir”, disse Douglas, que teve atuação ainda superior à do atacante, entusiasmado com a parceria. “É um cara inteligente. Para quem gosta de meter bola, é legal. De jogador inteligente a gente gosta.”

Exaltado por todos, Pato ganhou ainda um carinho do pai. Ele disse ter se lembrado do velho quando ajeitou a bola para cobrar a falta do gol. Como a batida era a um palmo da grande área, com a visão do goleiro atrapalhada por uma falsa barreira alvinegra, o camisa 7 resolveu bater com força e por baixo.

“Tentei bater forte no canto dele para surpreendê-lo. Consegui e fiz o gol. Quero agradecer ao meu pai, que me mandou fazer isso. Ele até me mandou uma mensagem depois do jogo, dizendo: ‘É isso aí, filho, mandou onde eu pedi’”, contou o atacante, na esperança de manter a vaga no time e o sorriso daqui para a frente.

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