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Convocação de Henrique vira aviso a Barcos: Série B não atrapalha

William Correia São Paulo (SP)

Barcos aceitou a proposta do Grêmio em fevereiro alegando um motivo superior à questão financeira: na Série B do Brasileiro, não seria mais convocado. Mas o argentino nunca mais foi chamado para defender a sua seleção, enquanto o Palmeiras tem quatro selecionáveis, o último deles Henrique, zagueiro que venceu a concorrência com jogadores da primeira divisão que o centroavante tanto valorizou.

Responsável também por herdar a braçadeira de capitão que o artilheiro do time no ano do rebaixamento no Brasileiro deixou, Henrique tratou de mandar um recado ao atacante. “O Palmeiras é time grande. Não é porque está em outra divisão que vai se tornar pequeno. A visibilidade aqui é grande”, disse o defensor, com pensamento que aparece nos colegas também.

“A grandeza do clube traz isso, independentemente de qual divisão esteja. O Palmeiras é muito grande e tem jogadores de qualidade, que serão observados. O que mais importa é o clube, independente da divisão. Jogamos em um grande clube, então é normal que haja jogadores na Seleção”, discursou Fernando Prass.

Henrique foi chamado para integrar o Brasil que enfrenta Austrália e Portugal nos dias 7 a 10, respectivamente, e já tinha sido convocado para amistoso contra o Chile, em abril, assim como Leandro, que fez até gol em sua convocação anterior, sobre a Bolívia, também em abril. O elenco ainda teve Eguren lembrado pela seleção uruguaia antes mesmo de estrear no time e Valdivia chamado pelo Chile apesar de nem estar treinando.

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Henrique assumiu braçadeira de capitão que Barcos deixou e está mais perto da Copa que argentino tanto almeja
“Essa camisa nos deixa muito orgulhosos. Essa camisa faz o jogador chegar à seleção”, simplificou Gilson Kleina. “O Palmeiras está na Série B e colocou Henrique e Leandro na Seleção Brasileira, o Eguren continuou no Uruguai e resgatamos o Valdivia no Chile. Daqui a pouco é o Mendieta, porque a grandeza do Palmeiras coloca os jogadores em suas seleções”, completou o técnico, citando o meia paraguaio.

Barcos chegou ao Palmeiras no ano passado pensando em se naturalizar equatoriano para ter chances de jogar em alguma seleção, mas, com a camisa alviverde, foi chamado pela primeira vez para defender a Argentina, país onde nasceu. Mas não tem seu nome lembrado desde que foi para o Grêmio. E nem sua liderança faz mais falta no Verdão – Henrique o substituiu neste quesito.

“Fico muito feliz pela convocação do Henrique. É o nosso capitão, trabalha muito, é muito participativo no vestiário e realmente exerce liderança. Tanto que o grupo ficou muito feliz, todos o cumprimentaram. Foi merecido. Ele está crescendo com a equipe e tem quilate e futebol para servir e se manter na Seleção”, aplaudiu Kleina.

E se Barcos foi para o Rio Grande do Sul pensando em Copa do Mundo, o sonho de disputar um Mundial está mais vivo mesmo é em Henrique. “Vou preparado para jogar e fazer o melhor possível, independentemente de quanto tempo jogar. Fui chamado, estou sendo lembrado e o pensamento é de mostrar trabalho”, falou o zagueiro.

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