Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Diretor defende COL e Marin evita falar sobre cifras da Copa de 2014

Estevão Taiar, especial para a Ge.Net São Paulo (SP)

O diretor-executivo do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Trade, saiu em defesa da Copa do Mundo de 2014, nesta sexta-feira. Ele usou o Fórum Nacional do Esporte, realizado na zona sul de São Paulo, para rebater as diversas críticas que a organização do evento vem sofrendo. O presidente da CBF, José Maria Marin, também esteve presente, mas evitou entrar em detalhes sobre as cifras envolvidas competição.

“Uma das coisas com as quais temos que tomar cuidado são os números. Os estádios na Copa da Alemanha foram mais baratos porque a maioria já estava pronta. No Brasil, o gasto médio dos estádios é de R$ 660 milhões, inferior ao que foi gasto na África do Sul. O Castelão tem o preço (por assento) mais baixo das últimas quatro Copas do Mundo [R$ 7.608,45]”, afirmou Trade.

A última estimativa relacionada aos gastos do Mundial no Brasil coloca as despesas totais em R$ 28 bilhões. As edições realizadas na Alemanha e na África do Sul custaram, respectivamente, R$ 10,7 bilhões e R$ 7,3 bilhões. Mesmo assim, Trade afirmou que não cabe ao COL supervisionar casos de superfaturamento.

“Não podemos nos meter para saber se estão gastando mais ou menos. Temos que confiar nos Tribunais de Contas de cada região. Isso tem um reflexo para nós [COL], mas não temos esse poder. Não podemos interferir em uma construção de estádio. Não é meu o papel. Os Tribunais estão em cima disso, o Crea [Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura] está em cima disso”, afirmou.

José Maria Marin, por sua vez, preferiu rebater às críticas que a CBF vem sofrendo e afastar a entidade dos escândalos relacionados ao Mundial. Durante o período em que falou, por cerca de uma hora, ele preferiu destacar os feitos internos da Confedereção.

“A CBF é uma entidade privada, não recebe um tostão do dinheiro público. O nosso objetivo não é o lucro. Saiu uma reportagem dizendo que aumentei a receita, mas também aumentei a despesa. Realmente aumentamos a despesa porque a CBF está fazendo uma reforma total na Granja Comary, adquiriu uma sede própria, onde será instalado o Museu do Futebol Brasileira. Causa estranheza que o país cinco vezes campeão mundial não tenha um museu. Adquirimos uma sede própria de 9 mil metros quadrados, que terá esse museu. E ao mesmo tempo estamos fazendo essa reforma geral na Granja Comary, transformando um dormitório para duas pessoas em uma suíte”, explicou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Ricardo Trade e José Maria Marin durante o Fórum Nacional do Esporte, nesta sexta-feira, em São Paulo

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