Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Idealizada em compras nos EUA, federação vira esperança de técnicos

Bruno Ceccon e Bruno Grossi* São Paulo (SP)

De férias e desempregados após passagens por Sport e Bahia, respectivamente, Vágner Mancini e Caio Júnior tiveram um encontro inusitado durante as férias de verão. Ambos viajavam pelos Estados Unidos quando se encontraram em um supermercado na cidade de Orlando e enquanto lamentavam as recentes demissões acabaram dando os primeiros passos para a criação da Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol (FBTF).

Os dois conversavam incrédulos sobre a postura dos dirigentes dos clubes, até que Caio Júnior propôs a Mancini que colocasse no papel as ideias de mudar o cenário dos treinadores do Brasil. O atual comandante do Vitória, entretanto, só não esperava que o técnico do Atlético Paranaense levasse o incentivo tão a sério, concretizando a fundação da FBTF menos de um ano depois.

“É um momento histórico que estamos vivendo. Plantei a semente, em um mercado nos EUA, algo improvável. Fiz a cabeça do Mancini para que ele encabeçasse a ideia e para minha surpresa ele fez isso mesmo. Se não fosse o empenho dele, não estaríamos aqui. Espero daqui dez anos estar junto com ele novamente e lembrar que houve um primeiro encontro e constatar que houve uma evolução”, relembrou Caio, que será um dos vice-presidentes da entidade.

Outro nome escolhido para ocupar a vice-presidência é Dorival Júnior. O comandante do Vasco da Gama ressalta que a criação da FBTF não é voltada para profissionais que tenham uma carreira estabelecida no futebol nacional, mas sim para aqueles que precisam evoluir e conquistar espaço nos mercados de maior visibilidade.

“É um passo importantíssimo, que nos levará a um caminho único. Estamos pensando e muito em profissionais que estão iniciando a carreira, que estejam em divisões inferiores ou pelo interior do País, que possam ter mais assistência e continuidade”, projetou o vascaíno, que acredita que profissionalização do cargo de treinador servirá para melhorar a qualidade do futebol brasileiro: “Tecnicamente talvez seja o pior momento que vivemos, principalmente por essa ciranda, essa instabilidade. Não queremos holofotes, queremos respeito”.

*especial para GE.net

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