Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Kleina fica até se perder de novo, mas não está garantido para 2014

William Correia São Paulo (SP)

Gilson Kleina ganhou mais um voto de confiança. Apesar da irritação do presidente Paulo Nobre e desconfiança de empolgação após a eliminação na Copa do Brasil, o técnico ouviu a promessa de que está mantido em seu cargo no Palmeiras mesmo se perder do Ceará neste sábado, pela Série B. Mas ainda não está nos planos do centenário do clube.

“O planejamento para 2014 deve começar rapidamente, não em dezembro de 2013. Mas ainda vai chegar o momento de decidir sobre 2014. Não é agora”, esquivou-se o diretor executivo José Carlos Brunoro, incumbido de dar entrevista coletiva nesta sexta-feira, na Academia de Futebol, para tentar repassar as consequências da péssima atuação na derrota por 3 a 0 para o Atlético-PR, na quarta-feira.

Antes do treino nesta manhã, o último anterior à viagem para Fortaleza, houve uma reunião entre Brunoro, a comissão técnica e os jogadores. E Gilson Kleina não apareceu sorrindo nem se mostrando à vontade no clube, como nos últimos meses. Embora com garantias de que deve cumprir seu contrato, que acaba em dezembro, a sensação deixada pela indignação de Nobre é de reprovação ao seu trabalho. No clube, comenta-se que Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo estão entre os mais cotados a comandar o Verdão em 2014.

Não à toa, o técnico esteve cabisbaixo enquanto não comandou uma atividade tática. Mas, ao menos, não será demitido – até porque dispensá-lo custaria cerca de R$ 1 milhão ao já bastante endividado clube. “Estamos criando um novo tipo de administração. Toda vez que há um problema, haverá uma cobrança. Só que no Palmeiras cobrança não significa demissão, mas uma reavaliação de trabalho”, simplificou Brunoro.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Apesar de não ter sido demitido, técnico trabalhou cabisbaixo durante o treinamento desta sexta-feira
“As avaliações são constantes. Acontecem durante o trabalho em reuniões periódicas, algumas delas com o presidente presente, ou quando termina uma competição para um realinhamento. E na Copa do Brasil a cobrança foi um pouco mais forte do presidente em relação à motivação do grupo, mas isso não significa que vá mandar alguém embora”, prosseguiu o dirigente.

Por isso, perder neste fim de semana será minimizado, até porque o time iniciou a penúltima rodada do primeiro turno da Série B na liderança com quatro pontos e um jogo a mais do que o segundo colocado. “É uma derrota a mais. Qual é a campanha na Série B? É isso que tem que ser analisado”, indicou Brunoro.

Kleina nunca esteve os preferidos de Nobre, que só o manteve ao assumir a presidência porque sua posse ocorreu após a estreia do time no Paulistão. Mas Brunoro, agora, se diz fã do técnico. “Gosto muito do trabalho dele e já externei isso a ele e a todos. Ele começou a receber condições ideais muito mais tarde. Não podemos analisá-lo sem lhe dar condições de trabalho. Com as condições ideais, ele lidera a Série B com certa tranquilidade.”

Com mais um voto de confiança no comandante, a diretoria quer se mostrar alheia à pressão por resultados. “O Palmeiras tem dado exemplo nessa situação: fomos eliminados na Libertadores, no Paulista, perdemos de seis, perdemos a Copa do Brasil e o Kleina é o nosso treinador. Se há um técnico com toda força do clube, é o Kleina”, encerrou Brunoro.

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