Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Marin exime CBF de responsabilidade por clubes pouco estruturados

Estevão Taiar, especial para a Ge.Net São Paulo (SP)

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, culpou os clubes pela maior parte dos problemas estruturais que eles enfrentam. As declarações foram dadas nesta sexta-feira, no Fórum Nacional do Esporte, em São Paulo.

O zagueiro corintiano Paulo André, presente em um dos debates, usou o próprio exemplo para cobrar do dirigente melhorias no futebol brasileiro. O defensor citou o período em que atuou pelo Águas de Lindoia-SP, entre 2002 e 2003, então na sexta divisão paulista: “A estrutura era precária, e eu ganhava R$ 180 por mês".

Marin, por sua vez, rebateu, mencionando principalmente os empecilhos logísticos de supervisionar todos os clubes nacionais. Antes ele já havia citado “a grandeza territorial do Brasil” e afirmado “que não podemos conduzir o futebol tendo a Europa como exemplo”.

Djalma Vassão/Gazeta Press
José Maria Marin durante o Fórum Nacional do Esporte
“Essa melhora depende muito mais dos clubes do que da CBF. Nós cumprimos o nosso papel de dar o maior apoio possível às federações e aos clubes filiados. Todas as vezes que eles nos pedem ajuda, examinamos o pedido com a maior atenção. Se estiver dentro das normas estatutárias, nós atendemos. Existem clubes que dão atenção às suas equipes de base. O São Paulo revelou grandes jogadores em Cotia. O Guarani, antigamente, revelava grandes atletas. Para a CBF é muito difícil fazer esse acompanhamento no Brasil todo”, garantiu. Ele mencionou ainda Kazuyoshi Miura, atacante japonês de 46 anos que se destacou no XV de Jaú na década de 80 e disputou a Copa do Mundo de Futsal em 2012.

Uma maneira encontrada por Marin para negar a omissão da CBF não é omissa foi citar a Série D do Campeonato Brasileiro. Na visão do dirigente, os subsídios fornecidos pela entidade geram uma renda que fomenta não só os clubes, mas a economia local.

“Ao subsidiar a Série D, você cria uma série de oportunidades. No mínimo vamos ter 40 técnicos, 40 preparadores técnicos. Você multiplica isso por um plantel de pelo menos 15 jogadores. Damos oportunidades muito grandes. Acho que não existe no mundo inteiro uma divisão subsidiada para 40 equipes. Damos oportunidades para o massagista, o dono do hotel, o fabricante de bola”, afirmou.

Em 2012, a CBF teve uma receita de R$ 360 milhões e um lucro R$ 55,2 milhões. O balanço financeiro divulgado pela entidade em abril aponta ainda reservas financeiras de R$ 102,6 milhões. A entidade foi envolvida em diversas denúncias de corrupção desde a gestão de Ricardo Teixeira, que durou entre 1989 e 2012.

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