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Marketing 'começa' centenário do Verdão sem patrocínio nem relógio

William Correia São Paulo (SP)

Quando assumiram o departamento de marketing do Palmeiras, há mais de cinco meses, Paulo Gregoraci e Marcelo Giannubilo prometeram inovar com ações visando o centenário do clube na comemoração do 99º aniversário. Mas a data foi celebrada nessa segunda-feira com o time quase sem patrocinadores em seu uniforme e nem o início de uma contagem para a celebração dos 100 anos de fundação do Verdão.

O relógio progressivo começaria com 99 anos, 0 meses, 0 dias, 0 horas, 0 minutos e 0 segundos às 23 horas (de Brasília) dessa segunda-feira, horário no qual, segundo registros, o Palestra Itália foi fundado em 26 de agosto de 1914. Mas um relógio de grandes proporções, que deverá ficar em frente à sede social do clube, não ficou pronto a tempo.

Durante a festa oficial do aniversário palmeirense, foi anunciado o início da contagem, e vídeos dos principais jogos da história do clube eram exibidos durante o evento com o exato momento de vida do Verdão durante as conquistas. Mas nem o site oficial conseguiu cumprir a promessa da contagem durante a primeira madrugada do clube com 99 anos de fundação.

E segue uma apreensão ainda não resolvida no marketing do Verdão: os patrocínios na camisa. Por enquanto, o clube conta apenas com a marca da TIM em seus números, como todos os outros grandes do País. O time já aceitou receber menos da Kia no início do ano e disputa a Série B do Brasileiro sem nenhuma empresa pagando para estar nos peitos, nas costas e nas mangas de seu uniforme.

A meta de um valor equivalente a R$ 30 milhões anuais já foi deixada de lado. E se admite conseguir um patrocinador somente no próximo ano, exatamente quando se celebra o centenário. A explicação segue sendo a dificuldade em conseguir interessados que arquem com o que o Palmeiras pede, já que “as grandes empresas fecham seus orçamentos anuais em setembro ou outubro do ano anterior”.

“Os patrocínios vão acontecer de forma natural. É muito difícil você conseguir em fevereiro ou março um patrocínio do tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras porque as empresas não têm capital para isso. Mas acreditamos piamente que, dado ao trabalho muito sério do departamento de marketing, que agora, nos próximos meses, o patrocínio aconteça de forma natural”, disse o presidente Paulo Nobre.

Por enquanto, a grande evolução do marketing tem sido o aumento de sócios-torcedores – eram cerca de 8 mil quando Nobre assumiu, há sete meses, e já são quase 30 mil no momento. Embora a rapidez na ampliação do quadro de membros do Avanti tenha diminuído nos últimos tempos, ainda se acredita no clube que será possível atingir 40 mil adeptos até o fim do ano.

A partir desta semana, os planos foram remodelados, com mensalidades que vão de R$ 9,99 a R$ 599,99, a possibilidade de inclusão de dependentes, descontos na compra de ingressos, “milhagens” na aquisição de produtos credenciados ou a presença nos jogos e outras vantagens para incrementar o que tem sido um dos fatores de orgulho na administração de Paulo Nobre.

“O sócio-torcedor será uma receita superimportante para o Palmeiras sair desse problema financeiro de hoje em dia. E precisaremos de criatividade para criar novas fontes de receita e cortar todos os custos possíveis, desde que o futebol não perca competitividade e o clube social não pare”, indicou o dirigente.

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