Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Prass revela provocação a goleiro rival: "Sua cera é boa para nós"

William Correia São Paulo (SP)

De todas as tentativas do Paysandu em diminuir o tempo de jogo neste sábado, Marcelo acabou sendo o jogador que mais despertou a ira dos atletas do Palmeiras, chegando a acertar um chute na barriga de Alan Kardec. Até Fernando Prass, mais velho do elenco, se desentendeu com ele durante a vitória por 3 a 2. E revelou até uma provocação.

Enquanto reservas e titulares trocavam socos na lateral do Pacaembu, Fernando Prass, de seu gol, viu Marcelo disputar corrida com Ronny para ficar com uma bola mesmo com o jogo já parado. O meia-atacante se desentendeu com o goleiro, que se atirou no chão mesmo sem o juiz ver, em mais uma atitude de cera, como em todo o jogo.

Diante da cena, Prass foi levantar o colega de posição e precisou ser contido enquanto discutia com ele. “Vi o Ronny se empurrando com ele e fiquei preocupado de acontecer alguma agressão. Falei para ele: ‘pô, véio, tem mais oito bolas e não adianta segurar, o jogo está parado’. Ele estava naquela tensão, começou a me xingar e falei: ‘então faz cera que vai ser bom para nós’. E realmente foi.”

Fernando Dantas/Gazeta Press
Durante confusão entre as duas equipes, Fernando Prass e Marcelo tiveram de ser separados
O camisa 25 do Verdão contou o caso sorrindo. “O juiz deu cinco minutos, que foi muito pouco pelo tempo de jogo parado, e conseguimos a virada nos descontos como um prêmio para o time que quis jogar futebol”, contou, respirando fundo e demonstrando irritação pela postura do time paraense mesmo depois da partida. “A encenação e um pouco de antijogo fazem parte do futebol, mas estava um negócio muito escancarado, eles estavam tentando cavar expulsões nossas, se atiravam no chão, jogavam a bola um para o outro na cobrança de lateral, para cobrar tiro de meta jogavam a bola para o goleiro e ele deixava passar...” , lembrou.

“Entramos nesse clima do jogo porque não dá para ficar fora. Tomamos cuidado para não ter uma atitude impensada que possa prejudicar o grupo, mas não temos sangue de barata. Dentro do possível, lidamos bem com essa parte”, celebrou.

O goleiro, contudo, responsabiliza o árbitro Gilberto Rodrigues Castro Junior, de Pernambuco, pelos três episódios de troca de agressões entre os times. “Faltou experiência ao juiz, que foi dar cartão amarelo no segundo tempo. Se ele coíbe desde o início, mostra que não vai aceitar, o jogador não vai arriscar”, falou.

Já Alan Kardec, agredido por Marcelo, preferiu exaltar o abraço do goleiro adversário e deixar a tensão de lado mesmo segundos após o apito inicial. “Faz parte, é do futebol. Agora já acabou, passou a partida. Não tenho que ficar crucificando o companheiro da outra equipe. Faz parte do espetáculo, aconteceu. Bola para frente”, definiu o centroavante, autor do primeiro gol palmeirense na vitória por 3 a 2.

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