Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Seedorf pede a palavra em coletiva e administra raiva botafoguense

Rio de Janeiro (RJ)

Em campo, Clarence Seedorf foi um dos principais nomes do empate eletrizante em 3 a 3 com o Internacional. Fora dele, apareceu para tranquilizar os nervos dos companheiros, indignados com o tropeço no Maracanã, novamente no último minuto. E deixou claro que a busca pelo título do Campeonato Brasileiro seguirá intensa em General Severiano.

Ao sair do gramado, o holandês já havia falado com a imprensa, mas pediu aos funcionários do clube que fosse escalado para a coletiva. A conversa com os jornalista demorou mais do que usual para começar e Seedorf tratou de elogiar o trabalho do técnico Oswaldo de Oliveira para reconstruir o time após a saída de Fellype Gabriel e Andrezinho para o futebol asiático.

“Oswaldo está de parabéns, porque perdemos Fellype e Andrezinho, ficamos sem elenco e ele faz com que continuemos com bom futebol e na liderança. Também temos que valorizar o que fizemos diante do melhor time que vi neste ano. Estamos sozinhos na liderança, isso é o que vale”, destacou o camisa 10 alvinegro.

Pouco depois, Oswaldo apareceu para a entrevista coletiva e não hesitou em elogiar o craque holandês. Para o treinador, Seedorf assumiu o papel de líder do elenco novamente e ao lado dos jogadores mais experientes não deixou que os garotos ficassem abatidos com o empate com o Internacional e sim que comemorassem o retorno à primeira colocação.

“Ele tomou a iniciativa de se manifestar em nome dos companheiros. Houve um momento de muita raiva dentro do vestiário com o que tinha acontecido. Os mais experientes se manifestaram e ajudaram os que estavam abatidos. Não perdemos o jogo e conseguimos a virada em cima de uma equipe que é muito qualificada. Isso é para nos deixar otimistas para manter a liderança e o padrão de jogo para conquistar o titulo”, lembrou.

O comandante também havia sido lembrado por Seedorf pela capacidade de armar a equipe, orientando os jovens valores do Glorioso. O holandês garante que só se tornou uma espécie de pai para o garoto Vitinho, autor de dois gols diante do Colorado, porque ouve todas as orientações de Oswaldo de Oliveira durante os treinamentos.

O que tenho feito pelo Vitinho é a mesma coisa que Oswaldo faz pelo grupo, é uma troca. Durante o jogo é mais fácil que eu fale com o Vitinho, que fez o melhor jogo dele esse ano. Pela obediência tática, pelas escolhas na hora de chutar ou colocar o companheiro na frente do gol. Esse trabalho não é meu, é de Oswaldo de Oliveira. Com o tempo todo mundo reconhecerá”, aposta.

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