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Tite retoma caminhada na Copa do Brasil interrompida em 2005

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Tite só não pode dizer que ganhou ao menos uma edição de todas as competições que disputou pelo Corinthians porque esteve no comecinho da campanha da Copa do Brasil de 2005. A equipe eliminou o Sampaio Corrêa com um empate por 1 a 1 no Maranhão e uma vitória por 3 a 0 em São Paulo. Pouco depois, o gaúcho foi demitido.

O Alvinegro não foi o campeão naquele ano. Daniel Passarella assumiu o comando e viu o time cair nas oitavas de final, em uma disputa de pênaltis na qual seu desafeto Roger chutou a bola impressionantemente longe do gol, por cima. O Paulista, com o hoje atleticano Réver começando, ergueu o troféu.

Sem Kia Joorabchian no caminho, Tite voltou ao Corinthians em 2010. Após um reinício difícil, o comandante conduziu a equipe do Parque São Jorge a conquistas históricas. Levou Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores, Recopa Sul-americana e Mundial de Clubes.

No confronto com o Luverdense, na noite desta quarta-feira, no Mato Grosso, o treinador retoma uma caminhada interrompida há mais de oito anos. A Copa do Brasil teve momentos marcantes envolvendo o gaúcho e o clube no qual quase tudo ganhou, mas não com os dois do mesmo lado.

Divulgação/Agência Corinthians
A última lembrança de Tite da Copa do Brasil aumenta a sua raiva a Jorge (foto: Daniel Augusto Jr.)
Em 2001, Tite dirigia aquele Grêmio que chegou a estar perdendo por 2 a 0 para o Corinthians no Estádio Olímpico, no primeiro jogo da decisão. Os tricolores buscaram o empate por 2 a 2 e, dando um baile em Vanderlei Luxemburgo – que resolveu fazer uma longa reunião na madrugada anterior à final –, triunfaram no Morumbi por 3 a 1.

A última experiência do hoje treinador campeão mundial na Copa do Brasil é oposta. Ele chegou à final de 2009 com o Internacional, mas sofreu com atuações excepcionais de Elias e Jorge Henrique – que voltaria a incomodá-lo. A formação do Parque São Jorge ganhou no Pacaembu por 2 a 0 e não levou sustos no 2 a 2 de Porto Alegre.

Desde aquele 1º de julho, Tite e Corinthians se mantiveram distantes dos mata-matas nacionais. Eles passaram os últimos dois anos embolsando os troféus que apareceram no caminho e agora voltam as suas atenções para uma rara taça que ainda não tiveram o prazer de dividir.

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