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Um mês depois, Autuori contraria previsão de "salvador" de Juvenal

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Ao apresentar Paulo Autuori no São Paulo, Juvenal Juvêncio desdenhou da crise que o clube atravessava - e ainda atravessa. O presidente do clube disse, rindo, que o novo contratado e seu amigo seria chamado de "salvador" assim que vencesse três partidas. Um mês depois da estreia, contudo, o treinador não comprovou a previsão do mandatário.

Da estreia em 14 de julho - com revés por 3 a 2 para o Vitória, em Salvador - até aqui, foram mais sete derrotas, um empate e apenas um triunfo (sobre o Benfica, na amistosa Copa Audi, em Portugal). Um aproveitamento pífio de 13%, que não tem feito a torcida rir. Nem o elenco. No treino de terça-feira, vendo os jogadores cabisbaixos, Autuori cobrou alegria de seus comandados. "Estamos vivos", gritou.

O volante Fabrício, que ficou quase dois meses afastado por Ney Franco e voltou a atuar justamente na estreia de Autuori, sai em defesa do treinador que o reintegrou. Ele diz ter notado evolução desde a partida na capital baiana, da qual saiu apontando "velhos hábitos" de desorganização tática de seus companheiros ou "cada um fazendo o que quer".

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Treinador só venceu uma das dez partidas que fez
"Acho que a gente já melhorou, começou a respeitar mais as zonas do campo. O volante da direita fica na direita, o volante da esquerda fica na esquerda. O meia, o atacante... Já começou a ter esse padrão tático, quem tem que atacar, quem tem que defender. É lógico que tem mais o que melhorar, mas a gente já deu uma evoluída", opina o camisa 25.

A leitura de Fabrício, da qual Autuori compartilha, não condiz com os resultados do time. No domingo, o treinador disse que o São Paulo havia jogado para ganhar bem e não tinha palavras para explicar o placar final do Canindé (2 a 1 a favor da Portuguesa), a não ser pelo pênalti desperdiçado pelo goleiro Rogério Ceni e o gol que Aloísio invalidou ao colocar a mão na bola, em cima da linha. Sem resultados, a pressão só aumenta.

"Sabemos que, no futebol, todos vivem de resultado. Jogador titular vive de resultado, senão vai para a reserva. Futebol é resultado, não tem para onde correr", reconheceu Fabrício, que não pensa em nada abaixo de uma vitória sobre o Atlético-PR, na quinta-feira. "O peso de uma derrota no Morumbi seria... É pesado, hein? Não pode nem pensar nisso. Só pensamos na hipótese de sair de lá com três pontos".

O duelo entre o penúltimo e o quinto colocados do Campeonato Brasileiro será às 19h30 (de Brasília). Para deixar a zona de rebaixamento nesta rodada, o time treinado por Autuori precisa vencer e torcer por tropeços de Criciúma, Portuguesa e Atlético-MG.

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