Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Valdivia diz que só 'engoliu' bronca de Nobre: "Não há criança aqui"

Fortaleza (CE)

Como em todos os jogos decisivos do Palmeiras neste ano, Valdivia não participou da eliminação na Copa do Brasil que rendeu broncas públicas de Paulo Nobre pela apática atuação na derrota para o Atlético-PR. Mas o meia, que voltou neste sábado após cinco partidas, sentiu a dor dos colegas e mandou recado ao presidente: a cobrança tinha que ser interna.

“Soubemos engolir essas palavras. Mas não tem criança dentro do elenco, temos pessoas com muita experiência aqui”, disse o camisa 10, falando como se ensinasse o mandatário a lidar com situações como a de quarta-feira. “Tem que dar dura, mas no vestiário. O jogador é especial. Às vezes, as palavras são mal entendidas e o normal é ficarmos bravos, chateados.”

O chileno já admitiu antes que foi um jogador irritado com críticas, e deu a entender que o mesmo ocorreu depois das críticas do presidente. Mas o atleta mais caro do elenco continuou dando orientações públicas ao seu chefe maior, indicando inclusive mais calma.

“Depois de uma eliminação, é difícil você se conter. É necessário um comando, e o Paulo Nobre tem esse comando e o respeito do grupo. Mas, em um momento desses, as pessoas que mais precisam estar calmas são as cabeças de comando, quem comanda o clube”, cobrou, afirmando que, apesar de ter gerado chateação no grupo, as palavras não gerarão problemas internos.

“Tanto ele como nós ficamos tristes e chateados, com muita dor por termos saído da Copa do Brasil, mas agora é se focar no Brasileiro, se unir mais do que nunca. Para isso, tem que estar todos. O nosso clima é muito bom e mostramos de novo que o grupo está fechado, unido e vai se doar até o final para o Palmeiras subir”, prometeu.

Valdivia, porém, se mostrou indisposto a continuar falando pelo grupo. Desfalque rotineiro no time, o camisa 10 atuou no empate com o Ceará neste sábado e ficará, pelo menos, mais duas semanas fora, já que estará à disposição da seleção chilena. Por isso, repassou a Henrique, capitão e nome mais frequente entre os escalados por Kleina, a função de se pronunciar pelos jogadores.

O esforço para buscar um ponto no Castelão, contudo, foi destacado pelo chileno. “A resposta está aqui: o time se doou e se dedicou, apesar de não ter conseguido a vitória. Agora não dá para pensar, falar ou argumentar com o presidente. Não adianta mais falar sobre o sentimento do grupo. Nosso sentimento fica dentro do vestiário. Quem tem que falar é o nosso capitão”, indicou.

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